Tuesday, February 15, 2011

Debaixo d'Arcada — a rádio interactiva




Na passada semana, a tertúlia "Debaixo d'Arcada" transmitiu alguns reparos feitos por alguns ouvintes às considerações feitas por um dos (p)residentes, sobre o blogue Bracarae Auguste, às 19 horas, às ondas da Rádio Antena Minho, em 106 MHz.

A Casa do Areal, os serviços de urgência ou da morte no Hospital e redução de fregueias foram outros temas trazidos pelos mais lídimos representantes da democracia, os presidentes de Junta.

António Sousa, presidente da Junta de Freguesia da Sé, eleito pela CDU

Firmino Marques, presidente de S. Vitor, eleito pela Coligação PSD/CDS/PPM

João Nogueira, presidente de Gualtar, eleito pelo PS.

O programa é enriquecido com este blogue, onde os nossos leitores ouvintes podem participar, alimentando a interactividade com os nossos comentadores.

No blogue, além de outros assuntos sobre Braga, pode ouvir o programa, se não o pôde escutar à hora em que foi emitido, apesar da sua reemissão, às zero horas de sexta-feira.

Para saber mais, se não teve oportunidade de ouvir os últimos, vá até
http://www.antena-minho.pt e clique em podcast onde estão os últimos programas.

E nesta quinta-feira há mais, sempre às 19 horas e às 24 horas, em 106 Mhz.

Wednesday, February 2, 2011

Correio do Minho tem mais de cem anos


A última crónica sobre o centenário da República — cf. jornal Maria da Fonte, 28.01 2011 — não pode terminar com uma descoberta resultante das leituras em que tropeçamos ao longo destas 50 semanas: o jornal Correio do Minho tem mais de cem anos.

Esta certeza desmonta todas as escritas feitas até hoje, incluindo por nós próprios.

No dia 6 de Julho de 1926 aparece um diário em Braga com o nome do jornal que “anos antes surgira vinculado ao Partido Progressista e que agora renasce noutro contexto” — escreve Amadeu José Campos Sousa in “Braga no entardecer da Monarquia ao tempo da 1.ª República (1890-1926), Casa do Professor, Braga, 2004, p. 208.

O esse jornal é “Correio do Minho”, cuja data de fundação tem vindo a ser celebrada é 6 de Julho de 1926.

A partir desta nota de rodapé — sem a sagacidade técnica de um historiador que não somos — verifica-mos que o nome “Correio de Braga” surgiu em 1890 e terá sido um jornal que durou pouco tempo.
O nome “Correio do Minho” aparece associado ao Partido Progressista que dominava o círculo eleitoral de Braga desde 1897 e é perfeitamente natural que tivesse um meio de comunicação social que divulgasse as suas propostas políticas e as figuras proeminentes.

Um meio do Partido Progressista

A última década do século XIX é dominada em Braga pelo Partido Progressista (cf. Commercio do Minho,n.º 3401, de 10/12/1895) que retoma o poder em Braga nos anos 1898 a 1905, coincidindo com o poder em Lisboa.

Sabe-se que quem liderava o Partido Progressista eram proprietários, comerciantes, industriais, financeiros ou profissões liberais que dominavam a Associação Comercial, o Banco do Minho, o Ateneu Comercial, a Companhia de Seguros Fraternidade, e alguns padres, sob a liderança do Conde de Carcavelos (cf. Amadeu Sousa, in op. cit. p. 81-83) em substituição do Visconde da Torre (que se mudara para os Regeneradores).

Há referências ao jornal Correio do Minho, ligado ao Partido Progressista nos anos 1902 até 1907, no auge do domínio daquele partido em Braga. Este partido sofre uma cisão em 1897 e cria o seu jornal “O Progressista”.

A divisão deve ter acelerado a morte deste jornal e do “Correio do Minho” porque, em 1910, Braga possuía seis semanários, um bissemanário e um trissemanário, mas já não existe nem “O Progressista” nem o “Correio do Minho” (cf. Zara Coelho, in A Implantação da República na Imprensa de Braga, Lisboa, 1990, p. 100-120).

Sabe-se que o jornal “Correio do Minho” existiu — como bissemanário? — entre 1902 e 1907, ano em que se extinguiu — ao serviço do Partido Progressista e o seu nome (fresco na memória de Álvaro Pipa, militante daquele Partido) é repescado em 1926 por este farmacêutico da Rua do Souto.

O Chefe de Redacção do jornal Diário do Minho era assumidamente antifascista. Com a revolução de 28 de Maio de 1926, os administradores do Diário do Minho — a empresa Minho Gráfico — demitem-no a 3 de Julho.

O Director Álvaro Pipa, durante dois anos, já se tinha demitido no dia 2 de Junho: “saio pela porta. Pela janela não, porque não sou nem nunca fui acrobata".

No dia 3 de Julho de 1926, Constantino Ribeiro Coelho (chefe de redacção do Diário do Minho) proclama solidariedade com o Director e é acompanhado por três jornalistas (Bento Miguel Costa, Theotónio Gonçalves e Joaquim d’Oliveira Costa (cf. Amadeu José Campos de Sousa, op. cit. p. 208).
Três dias depois ressuscitava o jornal Correio do Minho...

Lampreia: um manjar de... abades




A certificação da lampreia do rio Minho que já era um petisco ímpar e muito apreciado pelos frades dos mosteiros instalados nas suas margens, nos séculos XII e XIII é uma tarefa prioritária para os municípios do Vale do Minho.

A Adriminho, o Aqua-museu de Cerveira, a Universidade de Aveiro e Francisco Sampaio constituem os principais actores na concretização deste projecto que passa também por estimular a constituição de uma confraria.
Isto mesmo foi anunciado na apresentação da segunda edição do festival de gastronomia e cultura que anima todos os fins de semana de Fevereiro e Março nos municípios banhados por este rio.

Ao mesmo tempo, os seis municípios promotores (Valença, Paredes de Coura, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Monção, Melgaço) querem unir esforços para promover a cultura e a tradição do Vale do Minho.

Francisco Sampaio, antigo presidente da Região de Turismo do Alto Minho, pai dos fins-de-semana Gastronômicos, revelou alguns passos deste processo cm base nas normas europeias.

Francisco Sampaio lamentou o atraso porque a França conseguiu em Nairóbi, em Dezembro, aprovar a culinária dos produtos regionais e “nós ficamos parados”, uma vez que já em 2000, podíamos ter avançado com este projecto.

Já temos uma parte importante através do Aquo-museu de Vila Nova de Cerveira, na parte científica do rio Minho, com a Escola Abel Salazar. A dúvida é saber se a lampreia do rio Minho tem especificidades próprias para dizermos que é única ou se ela é igual à lampreia de outros rios até Vila Real de Santo António” — começou por lembrar o antigo dirigente do turismo minhoto.

Está em estudo mas falta a denominação de Origem Protegida embora o que é mais rápido é o IGP — Identificação Geográfica Protegida para “o rio Minho todo”, a nível europeu.

Os pescadores de Galiza e os minhotos estão “de acordo, através de uma agrafe com um selo de garantia com um número que é colocado em todos os exemplares pescados no rio Minho”.
“É muitíssimo bom que isso possa acontecer em breve”



Outra questão europeia refere-se às “Especialidades Tradicionais Garantidas” — ETG — e aqui, como no arroz de sarrabulho (de porco bísaro)ou o pica-no-chão, o eurodeputado José Manuel Fernandes está a colaborar neste processo para “termos o nosso prato da lampreia, arroz de lampreia, melhor que a lampreia à bordalesa, que é o mais tradicional”.

Aqui exige-se que os restaurantes aderentes — cerca de uma centena mas bastam uns 40 — purifiquem a receita de modo a ser apresentado um “prato padrão” aceite por todos os restaurantes, a ser definido por cozinheiras mais antigas.

Foi este trabalho que Francisco Sampaio fez: deixou as cozinhas e foi para as bibliotecas e descobriu nos mosteiros de Santa Maria da Ínsua, (Caminha), S. Paio, em Ganfei (Valença), em Longos Vales (Monção), Paderne e Fiães (Melgaço) e até em Rubiães (Paredes de Coura) todos consumiam lampreia e tinham pesqueiras a partir da Lapela, em Monção.

Os pescadores ofereciam aos abades destes mosteiros as primícias, as primeiras lampreias pescadas.

Certificar a lampreia do rio Minho e estimular a constituição de uma confraria são os dois objectivos centrais da segunda edição do festival de gastronomia e cultura que anima todos os fins de semana de Fevereiro e Março nos municípios banhados por este rio.

O certame “Lampreia do rio Minho — um prato de excelência” foi apresentado no Castelo de Santiago da Barra, em Viana do Castelo, pela Adri-minho e Entidade de Turismo Porto e Norte de Portugal, cujo presidente traçou como desafio tornar “o Vale do Minho um destino gastronômico de excelência”.

Melchior Moreira estava acompanhado pelos presidentes e representantes dos seis municípios envolvidos nesta operação e sustentou que este programa quer “aumentar a procura turística deste território, valorizar a gastronomia, dinamizar agentes locais e implementar estratégias supra-municipais de valorização de um recurso local com forte impacto na economia”.

Lampreia,
cultura,
recreio
e artes


Ao mesmo tempo, os seis municípios promotores (Valença, Paredes de Coura, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Monção, Melgaço) querem unir esforços para promover a cultura e a tradição do Vale do Minho.

A este programa aderiram cerca de uma centena de restaurantes daqueles concelhos onde os turistas são desafiados a “descobrir um rio de experiências e a deixar-se seduzir por uma corrente de emoções”.

A iniciativa é acompanhada de uma brochura que inclui os restaurantes aderentes e a programação cultural e desportiva que anima cada um dos seis concelhos ao longo dos dois meses.

A Adriminho, através de Maria José Codesso sublinhou que este projecto “vai de encontro às expectativas dos municípios do Vale do Minho”.
A vereadora melgacense reafirmou a vontade de criar a Confraria da Lampreia para defender a gastronomia tradicional com base num produto único”.

Mais assertivo foi o presidente da Câmara de Valença quando disse que “se a lampreia não é o melhor prato do mundo, passa agora a sê-lo” com estes fins-de-semana que são uma aposta para continuar”.

Estamos a promover uma região e um produto comum a todos nós” — advertiu Paulo Pereira, vereador da Câmara de Caminha, concelho que oferece um festival de doçaria a acompanhar degustação da lampreia.

Uma região “culturalmente mais rica e a certificação da lampreia do rio Minho” é o desejo de Sandra Pontedeira, da Câmara de Vila Nova de Cerveira que também saudou os pes-cadores do rio Minho porque eles também “tem valorizado a lampreia” numa terra de artes, musica e teatro para oferecer aos seus visitantes.

Augusto Domingues, da Câmara de Monção, elogiou esta parceria dos seis municípios pois “somos mais fortes para defender o que é bom”. No caso de Monção, Augusto Domingues sugeriu “ o melhor vinho do mundo para acompanhar o melhor prato do mundo e nos levar ao êxtase” e uma chave d’ouro, a 34.ª edição do Rally da lampreia, a 27 de Fevereiro.

Por sua vez, Manuel Monteiro, representante do único município sem rio Minho, Paredes de Coura, compensa ao dizer que “somos os melhores apreciadores da lampreia e os nossos restaurantes respondem à nossa exigência” num concelho que possui a truta, o museu regional, “os percursos terrestres, as rotas do xisto num festival de verde disponível para acolher bem quem nos visita”.

No final da apresentação do programa, a Escola Profissional ETAP brindou os convidados com um show cooking de lampreia, sob orientação da Chefe Helena Costa.

Wednesday, January 5, 2011

Tertúlia regressa à rádio Antena Minho


Após uma semana de interregno, por causa da quadra natalícia, a tertúlia "Debaixo d'Arcada" regressa amanhã, às 19 horas, às ondas da Rádio Antena Minho, em 106 MHz.

O balanço de 2010 e uma projecção do ano novo são os temas para amanhã numa conversa em que participam os mais lídimos representantes da democracia, os presidentes de Junta.
São eles,

António Sousa,

presidente da Junta de Freguesia da Sé, eleito pela CDU

Firmino Marques,

presidente de S. Vitor, eleito pela Coligação PSD/CDS/PPM

João Nogueira,

presidente de Gualtar, eleito pelo PS.

O programa é enriquecido com este blogue, onde os nossos leitores ouvintes podem participar, alimentando a interactividade com os nossos comentadores.

No blogue, além de outros assuntos sobre Braga, pode ouvir o programa, se não o pôde escutar à hora em que foi emitido, apesar da sua reemissão, às zero horas de sexta-feira.

Para saber mais, se não teve oportunidade de ouvir os últimos, vá até
http://w3.antena-minho.pt e clique em podcast onde estão os últimos programas.

Liberdade de ensino ou do lucro?



Com a decisão do Governo, através do ministério da Educação, após diálogo dinamizado pela presidência da República, acabou a pior campanha a favor do ensino privado, em especial de algumas escolas ditas católicas.

Em jeito de declaração de interesses, para quem me lê, Deus dá-me a possibilidade de pagar integralmente os meus impostos e, ao mesmo tempo, poder optar por ter os meus gémeos, numa escola privada católica. Não recebem um cêntimo de apoio do Estado, nem subsídio para computadores Magalhães ou quejandos, muito menos cheque dentista. Outra observação. O que escrevo nada tem a ver com as cooperativas de ensino, uma das melhores manisfestações da cidadania e da democracia participativa.

Os meus filhos têm a sorte de aprender a ler, escrever, contar, trabalhar num computador, jogar futebol, ter educação física e natação em piscina coberta e aquecida, aprender inglês e outras actividades sem andar com a mochila de anás para caifás e custam-me – os dois 4.500 euros por ano — 2.250 euros cada um, anualmente. A escola deles é uma das melhores de Portugal e não precisa de publicidade.

Feita a declaração de intereses – só para dizer que sei sobre o que escrevo – vamos ao que interessa ao bolso dos portugueses que pagam impostos.

O Governo garantiu que a verba de 80 080 euros por ano e por turma definida para as escolas privadas com contrato de associação corresponde ao financiamento do ensino público de nível e grau equivalente.

Actualmente existem 93 escolas privadas com contrato de associação, que abrangem um total de 2120 turmas. Multipliquemos 2.120 turmas, por defeito, por vinte alunos.

Por defeito, multipliquemos todos os alunos por 3300 euros, um preço muito acima do custo dos alunos da escola frequentada pelos meus filhotes. Como dizia, o enorme António Guterres, agora é so fazer as contas…

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP) queria 3750 euros por aluno e por ano… em nome de quê? Não era em nome da liberdade de ensino (para os pais e para as crianças).

Só se for em nome do lucro obsceno de alguns proprietários de escolas privadas, quando todos os portugueses são estimulados a gastar menos.

Parece que, muitos deles invocando o santo nome de Deus em vão e outros a constitucional liberdade dos pais, não estão para aí virados.

Não mereciam esta benesse do Estado.

P.S. Foto dos alunos de fotografia da ETAP - V. N. Cerveira

Cozinhar é uma forma de amar os outros



O Porto e Norte de Portugal vão mostrar uma das suas formas de amar quem os visitam até Junho, com os fins-de-semana gastronómicos que começam Domingo em Guimarães e em Montalegre: o bacalhau com broa e o cozido à barrosã a abrir com rabanadas e doce de abóbora a fechar.

A iniciativa foi apresentada no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães pelo presidente da Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal tendo como lançamento a frase “cozinhar é uma forma de amar os outros, além de outras coisas que não vêm nos livros”.

Numa sessão presidida por Amadeu Portilha, vereador do Turismo de Guimarães, estiveram presentes autarcas representativos dos 72 municípios aderentes (contra 60 em 2010) e cozinheiros, chefes de cozinha de alguns dos mil e cem restaurantes aderentes.

O programa dos fins-de-semana gastronómicos prolonga-se até 5 de Junho, passando pela quase totalidade dos concelhos a Norte do Douro, prolongando assim a iniciativa que se realizava na antiga Região de Turismo do Alto Minho.

Do cardápio fazem parte mais de 140 iguarias diferentes que constam da brochura ontem apresentada, onde, além do calendário, se descrevem as potencialidades turísticas de cada concelho e consta uma lista dos restaurantes aderentes em cada município.

“Queremos dizer ao país, ao mundo, aos vizinhos, aos galegos e aos de Castela e de Leão que não há muitas voltas a dar à cabeça para comer bem todos os fins-de-semana” — começou por lembrar Júlio Meirinhos, vice-presidente da ERTPN.

Júlio Merinhos destacou o elevadíssimo grau de satisfação — 93 por cento — dos turistas que visitam o Porto e Norte de Portugal, para acreditar no sucesso deste programa em que “cada município há-de ter um motivo para captar visitantes pelo estômago e pela boca e as suas riquezas culturais e monumentais”.

Amadeu Portilha lembrou as características do turismo minhoto como a tradição, a descoberta, o degustar, o paladar, a cultura, o entretenimento, o sabor e o acolhimento das pessoas para se confessar confiante no sucesso deste programa.

Aludiu também à criação de 55 lojas turísticas inter-activas que são mais outro elemento inserido na estratégia de dinamização turística deste espaço regional.



O presidente da ERTPN não escondeu o optimismo com que olha para o futuro, porque é “um factor de sucesso, de crescimento económico”, revelando números recentes que apontam a Porto e Norte como a “única região de sucesso em 2010, no investimento, há 17 meses”.

A região “cresceu acima da média nacional em termos de receitas” e é apontada como uma das “dez soluções onde o país dá cartas” — numa citação ao trabalho do semanário Expresso.
Quanto aos fins-de-semna gastronómicos, Melchior Moreira sublinhou que há mais concelhos aderentes que podem ver os seus fluxos turísticos aumentados nas épocas baixas.

Saturday, December 18, 2010

Solidários mesmo sem "Magalhães" e cheque dentista


Os alunos do pré-primário, primeiro, segundo e terceiro ciclos do Colégio D. Diogo de Sousa entregaram à Caritas de Braga mais de sete toneladas de alimentos.

Este é o “fantástico mas não surpreendente” resultado de uma campanha da comunidade educativa nas últimas três semanas, conforme assegurou o director daquela escola católica.

Os alunos do ensino secundário participaram numa campanha diferente, a favor da Fundação João XXII, para uma campanha oftalmológica na Guine-Bissau, com 1522 euros.

O padre Cândido Azevedo Sá destacou, na primeira campanha, os 600 litros de azeite e os 400 quilos de bacalhau que foram doados pelos alunos mais novos, para alem de 2.220 litros de leite, 1200 quilos de arroz e cereais, sem esquecer as conservas e enlatados.

Num auditório grande que se tem manifestado pequeno para as festas de Natal que decorreram esta semana, à tarde e à noite, o director do Colégio agradeceu a “extrema solidariedade dos alunos que não nos surpreende porque já sabemos quem temos mas que foi fantástica pelo volume que atingiu”.

O padre Cândido Sá revelou que o Colégio D. Diogo de Sousa está à disposição da Caritas para desenvolver outras campanhas se for necessário, ao longo do ano lectivo, tendo em conta o que “nos espera nos próximos tempos em Portugal”.

Nuno Santos, da direcção da Caritas de Braga, enalteceu “a generosidade dos alunos e dos seus pais e o empenho e trabalho realizados pelo Colégio”.

“Já estamos a fazer a distribuição daquilo que vós oferecesteis por 60 famílias” — anunciou Nuno Santos revelando que o atendimento diário passou de 50 famílias, em 2009, para 110 por mês durante este ano.
A Campanha da Fundação João XXIII, na Guiné Bissau destina-se a material para operações aos olhos a 50 pessoas, em Ondame, a fazer por médicos e enfermeiros voluntários.

Quem não tem Magalhães
já está habituado...


Sobre as restrições que o Governo vai colocar ao ensino privado, o padre Cândido Azevedo e Sá mostrou-se preocupado mas não inquieto.

Preocupado porque é uma visão política que viola a liberdade de ensino consagrada na constituição portuguesa” e pouco inquieto porque esta escola não é muito prejudicada.

Exceptuando uns 300 dos 1700 alunos que podem ser atingidos, o director do Colégio D. Diogo de Sousa já está habituado a esta marginalização: “os nossos estudantes nunca tiveram direito ao Magalhães ou ao cheque dentista, embora os pais deles paguem impostos como os outros estudantes. A nossa escola nunca teve acesso a qualquer apoio do Estado para o plano tecnológico (como quadros interactivos, etc)”.

Acresce que a lista de espera anual é de 400 alunos que ficam de fora, porque apenas “são admitidas três turmas novas em cada ano”, no pré-escolar e uma turma nos outros ciclos.

Estamos em alerta por solidariedade porque o Governo quer eliminar a estrutura u estatuto jurídico do ensino privado que fica dependente da boa vontade ou não deste ou daquele Governo” — prosseguiu o Padre Cândido Sá.

Preocupa-me como cidadão porque a OCDE diz que um aluno na escola pública custa 5200 euros, nas escolas privadas dizem que custa 4.200 euros e um aluno do secundário no Colégio D. Diogo de Sousa custa aos pais 2500 euros por ano” — acrescentou o director desta escola.

Inquieta-me como cidadão porque o Estado altera as regras a meio do ano lectivo e porque os pais pagam duas vezes (nos impostos e aqui) e se os 1700 alunos não estivessem aqui ficavam mais caros no Estado” — concluiu o padre Cândido Sá.