Saturday, November 7, 2009

Braga: Seminário Conciliar evoca 450 anos


Fundado por D. Frei Bartolomeu dos Mártires, o Seminário Conciliar de Braga celebra 450 anos da sua existência, no ano 2010 w o evento será celebrado não apenas numa perspectiva de evocação histórica, mas antes uma reflexão, com um congresso internacional sobre figura do Presbítero.

No congresso a realizar em Janeiro, no Auditório Vita, “teremos várias figuras de âmbito internacional que nos ajudam a apensar a figura do Presbítero, na Bíblia e na história, animada pela esperança e repensar novas formas que esta figura necessita para hoje” — revelou o reitor Vítor Novais.

Numa dimensão profética, o Congresso “ajudar-nos á olhar para a frente. À medida que o ano vai avançando teremos outras iniciativas como uma Assembleia do Clero, a celebração da Quinta Feira Santa, a evocação das grandes figuras que animaram e passaram por esta casa, um ciclo de cinema que vamos tendo desde há algum tempo”.

O padre Vitor Novais deseja que o Seminário seja um “pólo de animação do presbitério da Diocese”, convidando-os em cada mês para a presença de uma recolecção mensal, de modo a “pararmos e olharmos a nossa vida espiritual e sentirmos essência do nosso ministério, numa relação que cresce com o mundo quando a nossa relação cresce com Deus”.

Em termos de renovação dos imóveis, a preocupação central do Reitor reside na Igreja, na recuperação da talha dos altares e do órgãos de tubos.

O nosso órgão de tubos é outra das “nossas preocupações e estamos a fazer algumas diligências para que um dia este órgão de tubos possa ecoar, animar a vida celebrativa e animar culturalmente a nossa cidade” — conclui o padre Vitor Novais.


UM ARCIPRESTADO EM FOCO

Entretanto, começa hoje a Semana dos Seminários e no programa delineado para assinalar esta semana, o padre Vitor Novais destaca várias iniciativas para a celebrar de modo a “trazer as pessoas ao seminário e procurar levar o seminário às comunidades”.

Estamos com tudo preparado para ir até Barcelos, um arciprestado com muitas comunidades, gostávamos de ver nele um arciprestado sempre sensível a esta causa e procurar dinamizar esta interpelação aos jovens que habitam e vivem em Barcelos” — diz o Reitor do Seminário de Braga.

Não há uma escala, mas numa linha daquilo que “nos parece importante, olhar para uma realidade mais litoral, e próximo de Braga, acedemos a um pedido dos párocos de Barcelos. Na semana das Vocações iremos até Famalicão”.

Para além de dar a conhecer o seminário, “queremos sensibilizar e dar a conhecer às pessoas a nossa vida. Vamos à catequese e dizer que o Seminário continua a chamar a enviar. A catequese é uma oportunidade para perceber a escola que o Seminário tem de ser, onde se aprende a ser discípulo de Jesus e onde se preparam os apóstolos de hoje” — explica o padre Novais.

Depois da catequese, a semana passa também pelas celebrações da comunidade onde “iremos procurar dinamizar a Eucaristia com alguns momentos de maior sensibilização com testemunhos, mensagens e toda a interpelação que pode ser feita para viver esta semana amada pela Igreja que passa pelo seminário e está presente nas comunidades.


VIGÍLIAS E SARAU MUSICAL

Na quinta feira, às 21,30 na Igreja do Terço, há uma vigília vocacional, no dia seguinte outra vigília, no Seminário, em Braga, na Igreja de S. Paulo, para a qual foram convidados os padres de toda a diocese.

Depois, em Barcelos, a semana encerra com um musical S. Paulo, para dizer aos jovens daquele arciprestado que no seminário “ainda acreditamos que é possível viver animados pelo espírito de S. Paulo, um homem encontrado por Cristo nunca mais deixou de interpelar pessoas para este encontro com o Mestre”.

Este musical realiza-se no dia 20 no Centro Pastoral de Barcelinhos, às 21,15 horas, e “permite olhar a figura de Paulo para que ele nos inquiete e nos diga que em 2009 vale a pena ser pastor”. Trata-se de um musical com textos paulinos e outros originais, interpretado pelos alunos do Seminário de S.Pedro e S. Paulo.

Wednesday, October 14, 2009

Colégico D. Diogo de Sousa: talentos na Torre de Menagem



São sessenta quadros – número igual aos anos de existência do Colégio Dom Diogo de Sousa – que trinta alunos apresentam no Torre de Menagem até ao dia 18 deste mês e traduzem “Um olhar sobre os outros”, através dos uso de materiais diversos.

A exposição “enche” os três pisos daquele monumento medieval de Braga e resulta de um projecto desenvolvido na disciplina de Desenho, impulsionado pela prof. Bárbara Fonte, no qual participaram alunos do 10.º ao 12.º anos.

O Director do Colégio, na sessão inaugural, acompanhada de música e da recitação de um poema por Ana Gomes, agradeceu aos professores esta iniciativa que envolveu os alunos de Artes e alguns alunos antigos que já frequentam o ensino superior.

Naquele magnífico espaço, entre as 14,30 e as 18 horas, diariamente, podem ser apreciados trabalhos em Tinta da China, óleos, lápis de cor e carvão em que os alunos realizam a sua interpretação pessoal de diversos aspectos da figura humana.

Uns interpretaram obras de autores, outros traduziram em desenho fotografias célebres mas a maioria escolheu apresentar o seu olhar sobre a figura humana nas suas emoções, nos rostos, nas posições do corpo.

A mostra, pela sua qualidade e diversidade de “olhares” constitui uma fonte de inspiração para jovens bracarenses e outros alunos do Colégio D. Diogo de Sousa que pretendam seguir a carreira das artes.

Diogo Bessa e Joana Almeida explicaram aos convidados da sessão inauguram que a exposição está dividida em três grandes áreas: pintura, fotografia e desenho. Nos trabalhos, explica Diogo Bessa, “procuramos ver através dos outros, a partir de outros criadores e apresentar novas interpretações filtrados pelas nossas íntimas experiências”.





Joana Almeida sublinhou que esta mostra apresenta uma perspectiva de efectiva vivência e de partilha” através da qual “os alunos de artes contribuíram para a comemoração dos prestigiados 60 anos do Colégio”.

A maioria dos artistas não escondeu a sua alegria, face ao número de pessoas que aderiram à inauguração da exposição, porque não é todos os dias que têm a oportunidade de realizar uma exposição, ainda por cima num local tão emblemático para a cidade de Braga.



Thursday, October 8, 2009

Braga: um contrato para cumprir

Não prometem um comboio para S. Pedro d’Este e muito menos acções para cem dias que estão fora das competências legais do município, mas um contrato com os bracarenses que é para cumprir e tem a duração de 1441 dias.

Os bracarenses habituaram-se a que Mesquita Machado não prometessem o sol e a lua nem “chuva no nabal e sol na eira”, porque a experiência de Mesquita Machado determina realismo e seriedade nas propostas que são apresentadas pelos socialistas.

Mesquita Machado é o primeiro subscritor do contrato que os candidatos socialistas apresentam nas freguesias do concelho de Braga. Essa é a garantia de que esses contratos vão ser respeitados e merecem toda a confiança.

Mesquita Machado é também o primeiro subscritor de um contrato que o PS apresenta aos munícipes para continuar a desenvolver o concelho de Braga.

Agora parece estar na moda de algumas candidaturas – que enchem a boca com palavras bonitas – a preocupação pela crise económica e social internacional que se abateu também sobre o concelho de Braga.

Não deixa de ter piada – negra, diga-se - que os defensores ideológicos de menos Estado na economia e da liberdade total ao mercado (através de suplementos de economia) que levou àquilo que nós estamos todos a pagar, não tenham pudor em prometer agora mundos e fundos para alegados apoios aos trabalhadores e famílias carenciadas.

Os que defendem a privatização de parte da segurança social, a nível nacional, propõem, em Braga, uma duplicação da Segurança Social, arrebanhando os cofres municipais para uma missão que é desenvolvida – e bem – pela Segurança Social do Estado. É preciso não ter memória.

Pior ainda é sabermos que eles combatem um Estado subsidiodependente – invocando o ditado chinês de oferecer a cana e ensinar a pescar, em vez de oferecer a sardinha – mas despertaram agora para a demagogia de mais subsídios e isenções fiscais municipais.

A honestidade intelectual devia mandar alguns senhores reconhecer o carácter inovador de algumas soluções desencadeadas em Braga por Mesquita Machado e pelos socialistas, a começar nessa medida fantástica que foi o subarrendamento, elogiada ao tempo pelo ministério de Cavaco Silva.

A inteligência dos bracarenses merece que lhes digam quem foi o primeiro município deste país a dizer não a novos bairros sociais. Foi Braga e só depois o Estado abandonou esta solução para as famílias carenciadas e desestruturadas.

A memória dos bracarenses não deixa que passem uma esfregona sobre a ideia de criar uma empresa municipal voltada para as questões habitacionais, educativas e familiares: a BragaHabit com os vários programas de apoio a essa carência básica que é a habitação ou projecto premiado a nível nacional do Bragabrinca para a integração social, educativa e cultural das minorias.

A credibilidade de qualquer alternativa devia reconhecer que o verdadeiro apoio às famílias, para suavizar as suas contas mensais, enraíza-se numa tabela de tarifas de serviços básicos (água, saneamento, resíduos, transportes) que fazem os presidentes dos municípios vizinhos (Famalicão e Barcelos) perguntar: como é que o Mesquita Machado consegue estes preços tão baixos?

Porque Mesquita Machado não entregou aos privados estes serviços públicos e fundamentais para os bracarenses.

A credibilidade de um candidato sustenta-se também no reconhecimento de uma política de coesão de todo o concelho: as pessoas das freguesias, tendo em conta os investimentos feitos pela gestão socialista, gostam de viver nas suas aldeias. Não fugiram em massa para a grande cidade que continua a acolher – isso sim – pessoas vindas de concelhos vizinhos do interior.

Os bracarenses das nossas freguesias sentem-se bem na sua terra. A gestão do PS contribui para a unidade de um concelho e diminui as assimetrias, através do investimento público prioritário e promotor de qualidade-de-vida. Digam que não houve nem há planeamento, agora.

A ampla e eficaz rede de comunicações e transportes em
todo o concelho, facilita a mobilidade entre as freguesias e evita o excessivo congestionamento da área urbana. Ou esquecemos o efeito dos transportes escolares no orçamento das famílias?

O combate às desigualdades e à discriminação social e económica começou com a aposta na rede pública de ensino pré-primário, na qual Braga foi um dos primeiros municípios com cobertura integral ao nível das freguesias.

Mesquita Machado compreendeu há muitos anos os benefícios da escolaridade pré-primária na formação das pessoas, e o PS soube perceber que este benefício não podia ser apenas privilégio de alguns, com mais possibilidades financeiras.

É este capital de experiência de Mesquita Machado, carregado de inovação em cada um dos trinta e tal anos, que os bracarenses não podem desperdiçar quando a União Europeia contempla Braga com quase 70 milhões de euros para projectos que antecipam o futuro de Braga como cidade do conhecimento, da ciência e da modernidade.

Não votar, no Domingo, é deitar ao lixo a oportunidade de construir o futuro de Braga, com mais e melhor qualidade.

Wednesday, October 7, 2009

Braga é fantástico: um texto insuspeito

"Braga é fantástico" é o título de um texto de Miguel Esteves Cardoso, na revista "J" do jornal o jogo que não resisto a partilhar consigo, dada a insuspeição do seu autor. É uma lição para alguns bracarenses que não encontram nada que lhes sirva na Cidade de Braga.

"Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste país. Veio do Sporting de Braga o treinador que está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de Braga está em primeiro lugar.

Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de Braga.

Toda a gente tem medo - e com razão - do Sporting de Braga. Há a mania de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias.

O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas. É po ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.

A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar.

A primeira impressão foi a modernidade de Braga - pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.

Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.

Lisboa e Porto digladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra - que é outra cidade feliz de Portugal - também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.

Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra "Augusta". Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é "augusta" como a Avenida da Liberdade é da "liberdade" e a Avenida dos Aliados é dos "aliados", mas Braga é augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.

Em Braga, a questão de se "comer bem" ou "comer mal" não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos bons restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.

No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem.

Em Braga isso é impossível. O problema da ansiedade não existe. Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.

É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente.

É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser.

Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser.

Monday, September 28, 2009

Colégio D. Diogo de Sousa: Posso fazer uma pergunta?


Com o grande auditório do Parque de Exposições a abarrotar, o Colégio Dom Diogo de Sousa encerrou sábado à noite as comemorações dos 60 anos de existência ao serviço da juventudde de Braga, com um musical feito integralmente pelos seus alunos.

O padre Cândido Azevedo e Sá, director do Colégio, manifestou o seu “grande contentamento” pela adesão das pessoas e agradeceu a todas as pessoas que tornaram possível aquele momento.

O espectáculo musical — “Posso fazer-te uma pergunta?” — sucedeu a um porto de honra para todos os pais, professores, alunos e ex-alunos da instituição criada em 30 de Agosto de 1949 pela mão de Mons. Elísio Araújo.

Ao mesmo tempo eram projectadas imagens que evocaram os principais momentos da história e crescimento desta Escola da Igreja que é freqüentada neste ano lectivo por 1700 crianças e jovens, desde o pré-primário até ao décimo segundo ano.

O director do Colégio revelou que o projecto curricular é enriquecido com iniciativas que apontam para a educação para os valores que são imagem de marca desta escola: a verdade, o rigor, o trabalho e o esforço.

Nesta escala da valores, ao longo do ano lectivo que agora começa, o Colégio estimular os alunos para os valores da “minha cidade”, no primeiro ciclo, numa procura e conhecimento das raízes e valores da cidade de Braga.

Desta forma, vamos integrar também a história do Colégio” — prosseguiu o padre Cândido Azevedo e Sá.

O espectáculo musical foi interpretado por 35 alunos do quinto ao décimo segundo ano, numa encenação de Rute Moreda, com coreografia de Stephanie Sousa e música de José Marques.

O tema do musical começa por um lugar, o colégio e um tempo que “se vira e revira para a frente e para trás”, mostrando que os “nossos dias estão cheios de pequenos lugares” onde se procura olhar o presente e ver nele o que tem de passado.

O Espetáculo “Posso fazer-te uma pergunta?” fala do Colégio Dom Diogo de Sousa, da sua história, das suas pessoas, festejando “um sítio sem tempo” onde a “amizade é a prenda que levamos para casa”.

Saturday, September 12, 2009

Centro Cultural Sénior abre em Outubro


O Centro Cultural Sénior (CCS), uma instituição da Diocese de Braga, inicia a sua actividades no dia 1 de Outubro nas instalações do Seminário de Nossa Senhora da Conceição — confirmou o Cónego José Paulo Abreu.

Esta “universidade sénior” — como se pode chamar— quer dinamizar actividades sociais, culturais e educacionais em regime não formal, sem fins de certificação e no contexto de aprendizagem ao longo da vida.

O CCS, adianta o Director do Museu Pio XII, foi criado para gerar interactividade com as pessoas, através de cursos, passeios, concursos e exposições, estimulando a participação das pessoas que já estão for a da vida profissional.

OS MÓDULOS DISPONÍVEIS

Esta instituição já tem abertas as inscrições até dia 25 deste mês para um curso em vários módulos sobre temas como o Evangelho de S. Lucas, história do Cristianismo, tecnologias da informação e comunicação, iniciação à fotografia e história da música.

As sessões decorrem às terças-feiras e quintas-feiras, ao princípio da tarde. Os interessados seleccionam o modulo que mais lhes convém ou interessa — explicou o Cón. José Paulo Abreu, da Comissão Instaladora do CCS, da qual fazem parte Castão Cerqueira, Irene Montenegro, Picas de Carvalho e Mário Mendonça.

A inscrição anual custa 150 euros, podendo ser paga no começo de cada semestre, subindo então para os 170 euros.

Prevenir
e combater isolamento

José Paulo Abreu acrescenta que o objectivo central do CCS consiste em promover “a formação integral dos inscritos incluindo a vertente espiritual”, bem como “oferecer um espaço organizado onde se possa conviver sã e construtivamente, num espírito de solidariedade e cooperação franca e amigável”.
Prevenir e combater o isolamento através de convívio e integração” e “proporcionar a frequência de aulas e ateliês onde as capacidades dos formandos possam ser alargadas a novas experiências, aprendendo e ensinando são outros objectivos desta Centro criado a pensar nas “pessoas que, vivendo mais, possam viver melhor”.

Primeiro semestre

No primeiro semestre, os alunos do Centro Cultural Sénior têm ao seu dispor as aulas sobre o Evangelista S. Lucas, às terças-feiras, às 14,30. Hora e meia depois, Nélson Rodrigues inicia os séniores nas Tecnologias de Informação e Comunicação.

José Paulo Abreu abre as sessões de quinta-feira, às 14,3o horas, com a História do Cristianismo, seguindo-se a Iniciação à fotografia com José Mesquita

Segundo Semestre

No segundo Semestre, D. António Couto continua a desvendar o Evangelho de S. Lucas, às terças feiras, às 14,30 horas, enquanto Nélson Rodrigues prossegue com as Tecnologias de Informação.

A quinta-feira continua a abrir com a História do Cristianismo com José Paulo Abreu e fecha com a História da Música, orientada por Madalena Duarte, até às 17,30 horas.

Tuesday, September 8, 2009

A qualidade de Braga no Mosteiro


Braga vive esta quarta-feira um dia histórico na caminhada da preservação do seu patrimônio histórico depois de décadas negras vividas especialmente no século XIX e primeira metade do século XX.

O Mosteiro de S. Martinho de Tibães, classificado como imóvel de interesse público, reabriu profundamente recuperado, num esforço do Estado que travou a degradação a que foi submetido com esteve nas mãos de privados.

Mais uma vez coube ao Estado apagar os efeitos devastadores da propriedade privada. Eu sei que custa tanto a algumas pessoas ouvir isto, mas manda a verdade dizer que a antiga Casa Mãe da Congregação Beneditina portuguesa foi objecto de uma operação integrada de restauro, recuperação e reabilitação, no valor de cerca de 3 milhões de euros.

Se esta obra envaidece os cidadãos portugueses, mais deve orgulhar os bracarenses sabendo que grande parte da obra foi desenvolvida e executada por uma empresa bracarense de construção civil e obras públicas, entre Setembro de 2006 e Dezembro de 2008.

O trabalho desenvolvido pela empresas Casais também causa engulhos a cabeças muito bem pensadoras que se comprazem em denegrir os empresários bracarenses da construção civil.

Se é verdade que esta obra se reveste de um grande valor simbólico para esta empresa que tem uma forte ligação ao Mosteiro, também é certo que o trabalho que agora pode ser admirado por todos é um excelente cartão de visita para as empresas e os empresários de Braga.

De facto, a empresa Casais tem o seu nome derivado dos caseiros das terras da Ordem Beneditina que eram apelidados de ‘casales’ uma vez que Maria, tetra avó de José da Silva Fernandes, presidente do conselho de administração da empresa, foi caseira do Mosteiro.

Foi ressuscitado antigo claustro do refeitório (destruído por um grande incêndio no final do século XIX), o noviciado, o hospício e a parte da ala Sul onde se encontram a livraria, a cozinha e alguns espaços anexos.

A recuperação dos espaços permitem ampliar o circuito de visitas, instalar um centro de informação de ordens monásticas, com uma comunidade religiosa que vai gerir uma hospedaria e um restaurante.

Braga vive amanhã um dos seus dias esplendorosos, fazendo jus ao nome de capital do Barroco.

Ignorar isso é bacoquice.