Tuesday, June 23, 2009

Palmeira, Dume e S. Vicente querem novo pólo pastoral




D. Jorge Ortiga encerrou o programa de visitas pastorais às paróquias do concelho de Braga, em Palmeira, com uma celebração solene do sacramento da Confirmação para vinte e cinco jovens e cinco adultos, culminando uma presença que se iniciou sexta-feira com a Assembleia paroquial. Palmeira foi a primeira paróquia — há 40 anos — a fazer o compasso pascal, apenas com leigos.

O Arcebispo primaz contactou com uma comunidade bipolar — marcada pelas celebrações litúrgicas na Igreja paroquial e na Capela de S. Estêvão no lugar da Póvoa — marcada pela entrada de famílias novas para as urbanizações que vão nascendo nesta freguesia dos arredores de Braga.

A característica bipolar faz com que grande parte das pessoas do pólo da Póvoa apenas se deslocam á Igreja matriz nos baptizados ou nos funerais, uma vez que os restantes momentos da vida religiosa se desenrolam e celebram na capela de S.Estêvão.



O Padre Manuel Graça Oliveira serve Palmeira desde há pouco mais de ano e meio mas já reconhece algumas características desta comunidade onde escasseia ainda o espírito de corpo: "Isto não é negativo, mas as pessoas não têm um grande sentido de comunidade e necessidade de compromisso com a paróquia. Vão à missa a várias igrejas da cidade de Braga e por isso não há grande sentido de pertença. Aquele sentimento de afirmar "esta é a minha paróquia" ainda não existe. Porque existe muita mobilidade e há famílias novas que não eram de cá e mantêm as ligações à sua terra".

Como forma de contrariar esta característica, ganha contornos a ideia de criação ou construção de um novo centro religioso, perto do estádio novo de Braga, uma vez que as Igrejas paroquiais de S. Vicente, de Palmeira e de Dume ficam distantes.

Apesar destas características, as gentes de Palmeira têm dado provas da sua dedicação à paróquia de que é testemunho o novo Centro Comunitário pastoral, um equipamento que dotou a comunidade de espaços dignos para as actividades pastorais e sedes para os movimentos juvenis. Os compromissos assumidos com os bancos para financiar a construção estão resolvidos e restam agora pequenos compromissos com empresas privadas.



A paróquia, além do Centro Comunitário tem como património o Centro de Catequese, ao lado do cemitério, a Igreja paroquial (construída já no século XX, a partir da setecentista capela de S. Sebastião quando a antiga Igreja paroquial — no lugar de Assento — foi demolida) e as capelas do Senhor dos Milagres e de S. Estêvão, no lugar da Póvoa.

A prioridade da comunidade paroquial está agora em fazer alguns melhoramentos no telhado e na torre da Igreja paroquial, mas só depois de liquidadas as contas pendentes do Centro Comunitário. O Centro Comunitário acolhe espaços para as actividades pastorais, sede do Corpo Nacional de Escutas, salas para reuniões, auditórios e residência comunitária de sacerdotes

Com cerca de 1200 famílias que acedem à vida comunitária através de um jornal mensal — "Notícias de Palmeira —, Palmeira possui dois pólos de catequese, um na Igreja Paroquial e outro no pólo da Póvoa, em torno da capela de S. Estêvão, totalizando mais de 330 crianças. O pólo de catequese da Igreja tem 277 crianças e o da Póvoa que goza de certa autonomia tem meia centena de crianças, onde são seguidos os dez catecismos sob coordenação de 32 catequistas, de vários escalões etários, um número escasso para as necessidades.

"Faltam catequistas pois alguns grupos são muito grandes e mais formação" — admite o padre Manuel Graça Oliveira dando o exemplo da formação para a Primeira Comunhão, com 49 crianças e apenas quatro catequistas.

No que se refere à juventude, a paróquia de Palmeira possui um grupo de jovens que resulta do grupo que foi crismado no ano passado e "tem sido o motor de animação da liturgia da Missa dos sábados, alem de possuir uma forte componente de voluntariado que presta serviço no Banco Alimentar contra a Fome". Além disso, desenvolvem outras actividades.

O grande motor de unidade da juventude em torno da comunidade é constituído pelos 84 jovens que formam o agrupamento do Corpo Nacional de Escutas (CNE) que "trabalha muito bem e está bem estruturado" — sublinha o pároco de Palmeira que destaca as quatro secções que cobrem a paróquia toda.

Os mais crescidos têm o apoio da Legião de Maria, com dois pólos, um à volta da Igreja e outro na Póvoa. Este movimento de espiritualidade mariana tem uma componente sócio-caritativa através da distribuição de alimentos a agregados familiares carenciados, mediante um levantamento feito pela Junta de Freguesia e com apoio do Banco Alimentar contra a Fome. A Legião de Maria tem cerca de vinte militantes.

Se é verdade que as confrarias já não têm o dinamismo de outros tempos, Palmeira mantém ainda as irmandades do Santíssimo Sacramento, de S. Sebastião, Nossa Senhora de Fátima e Nossa senhora da Purificação (padroeira da paróquia). Por agora, vão cumprimento as obrigações estatutárias.

As celebrações litúrgicas são animadas por dois grupos corais. O Grupo Coral da paróquia, dirigido pelo Padre Sebastião Faria, "canta muito bem, com vozes bem trabalhadas e possui cerca de 40 elementos" que animam as Eucaristias em dois domingos por mês. O Grupo juvenil, dirigido e ensaiado pela Professora Mónica, é constituído por trinta elementos e anima uma Eucaristia dominical por mês.

Interessante é a festa de Natal no Domingo de Reis proporcionada pelos dois grupos que aliam a grande música sacra à música popular tradicional de sabor religioso, que são cultivadas ao longo do ano para ser mostrada e preservada nesta festividade. Nos últimos, anos, estes grupos corais mantêm um concerto de música clássica, na quadra da Páscoa, com grupos vindos de fora, como foi este ano com a participação da Capella Bracarensis e da Orquestra Sinfonieta de Braga.

No capitulo das festas, a paróquia de Palmeira vive com intensidade os festejos em honra do Senhor do Rio, com arraial popular no segundo Domingo de Maio, na capela do senhor dos Milagres, o mesmo acontecendo com a festa do Senhor da Saúde, na Póvoa, no segundo Domingo de Agosto. A Póvoa acolhe também em 26 de Dezembro a festa em honra de Santo Estêvão, titular da capela ali existente. Na Igreja Matriz, com celebrações religiosas, é assinalada a festa da padroeira, no dia 2 de Fevereiro, dia de Nossa Senhora da Purificação cuja imagem, no altar-mor, do artista Fânzeres, é lindíssima.



O mês de Maio é vivido com grande intensidade, quer na Igreja matriz quer nas duas capelas (Da Póvoa e do Senhor dos Milagres ou do Rio), encerrando com uma procissão de velas entre a Capela do senhor do Rio e a Igreja matriz.

Palmeira foi a primeira freguesia de Braga — há 40 anos, ao tempo do padre José Maria Vieira da Costa — a fazer o compasso pascal com leigos. Hoje são oito as cruzes ou compassos que percorrem a freguesia, com a particularidade de grande parte dos mordomos serem proprietários da Cruz que visita as casas. O mordomo traz a Cruz à Igreja para a bênção. É-lhe entregue no dia seguinte e durante o ano fica em sua casa.

O padre Manuel Graça Oliveira é o director de um jornal de informação e documentação, através do qual procura criar um espírito de comunidade maior. Com quatro páginas o "Notícias de Palmeira", com fotos a cores, dá conta do que mais importante acontece na vida da comunidade, desde os baptismos, funerais, desporto, actividades das associações existentes na freguesia,políticas, civis e religiosas, bem como uma rubrica sobre o passado da história da freguesia.

Aliás, a Junta de Freguesia apelou a todos os residentes que possuam contributos para que os cedam de forma a elaborar uma monografia desta freguesia.

Braga: sardinhada "puxa a brasa" ao novo Centro Social de Crespos



A paróquia de Santa Eulália de Crespos, nas margens do Cavado, concentra todos os seus esforços na conclusão do Centro Social dinamizando iniciativas de angariação de verbas, depois de realizadas as festas das comunhões e encerramento da catequese. Agora, o momento alto que vai agitar a comunidade residente e emigrante é uma sardinhada no primeiro Domingo de Agosto, como mais uma etapa para conseguir reunir oitenta mil euros que faltam para pagar as obras em curso.

Esta fase das obras constitui também uma das dores de cabeça do padre Luís Miguel Pereira que é o pároco desta comunidade com cerca de 350 famílias que se vivem em boa parte do campo, do trabalho nas indústrias e nos serviços na cidade e dá sinais de crescimento, a avaliar pelo número de crianças baptizadas.

Numa freguesia onde não se nota grande pressão do desemprego, uma vez que as empresas que a circundam se têm aguentado, o pároco nota que "os jovens que procuram o primeiro emprego são quem tem mais dificuldades. A crise não passou ao nosso lado mas não podemos dizer que seja um panorama dramático" e existe uma certa diversificação no trabalho que as famílias procuram.

"É uma paróquia que está a crescer, com as novas urbanizações, fixando os seus jovens, a natalidade em crescendo e com cerca de cem crianças na catequese" - destaca o pároco que quer ver entrar em funcionamento o centro social até ao fim deste ano.

"O Centro Social concentra agora as nossas energias e a obra está a ir bastante bem. No começo de Agosto vamos realizar uma sardinhada com os nossos emigrantes" que podem ver já a obra no site que o Centro Social possui na Net (www.centrosocialcrespos.com). Em Dezembro estará a funcionar e esperamos que a cozinha seja instalada em Setembro ou Outubro porque estamos já na instalação das especialidades de energia, gás, pichelaria e a cobertura está concluída.

Na próxima semana começam os trabalhos de alvenaria e esperamos que a Câmara Municipal vai comparticipar os arranjos exteriores. "Até fim de Agosto fica tudo pronto no que se refere à instalação das especialidades" — diz-nos o padre Luís Miguel Pereira.



A actividade pastoral propriamente dita começa com uma catequese estruturada nos dez catecismos para as cem crianças orientadas por onze catequistas cuja actividade culminou há agumas semanas com a celebração da Primeira Comuunhão para doze crianças e a comunhão solene para oito, para além de um passeio às terras de Basto.

Na recente visita pastoral, em 10 de Maio, foram crismados onze jovens. A catequese foi animada ao longo do ano com as iniciativas desenvolvidas no âmbito da zona pastoral, com celebração do início do ano, uma Quaresma pautada por S. Paulo com a sua mensagem e as viagens missionárias e a as celebrações do Dia do Pai e da Mãe em que as crianças brindaram os seus progenitores com pequenas lembranças executadas na catequese.

Poderoso é o Grupo de Escuteiros com os seus 60 adolescentes e jovens que participa nas iniciativas e celebrações da paróquia, como são o mês de Maio, a peregrinação ao Sameiro, a animação musical de uma eucaristia mensal, o encerramento do compasso pascal, a reza do Terço em Maio, por secções, e procissão final, a realização da Via-Sacra em Sexta-feira santa (entre a Igreja e a Capela do Enchido), para além de um "grupo coral jeitoso" — destaca o padre Luís Miguel.

No que se refere a grupos corais, a paróquia de Crespos possui o Coro adulto, com cerca de 20 elementos ensaiado pelo artífice de arte sacra João que se prepara para a realização do seu convívio anual, em Julho — que anima as Eucaristias de Domingo, e também um Grupo Juvenil, com cerca de trinta vozes, ensaiado pela coordenadora da catequese, Elisabete, que anima três Eucaristias mensais, aos sábados. É um grupo formado a partir das crianças da Catequese.

Os adultos participam na vida e actividades das quatro Confrarias existentes em Crespos, a começar pela Confraria das Almas, com o seu jubileu no quarto Domingo de Novembro (com confissões, Eucaristia e canto de laudes), prosseguindo com a de Nossa Senhora do Rosário, com a sua festa em Outubro e apoio à reza do terço no mês de Maio.

A Confraria do Santíssimo Sacramento responsabiliza~-se pela organização do Lausperene, em Abril, bem como dinamiza a Procissão de Passos, de dois em dois anos, no quinto domingo da Quaresma. Esta procissão realizava-se de quatro em quatro anos antigamente. Sai da Igreja e percorre diversos lugares da Freguesia onde são instalados quadros da Via-Sacra, com encenação da Paixão, anúncios da Verónica, Sermão do Encontro junto à Capela de Santo Amaro e regressa á Igreja paroquial. É um momento de grande participação da comunidade e o padre Luís Pereira não esquece uma palavra de especial apreço para as zeladoras no arranjo, ornamentação e limpeza da igreja paroquial e dos objectos de culto pois "são muito cuidadosas e dedicadas".

Finalmente, a Confraria dos Passos que tem a sede na Capela do Padrão (a precisar de restauro dadas as infiltrações de humidade), unto à estrada nacional.

O S. Amaro constitui o ex-libris festivo da paróquia de Crespos, numa acção do Conselho Económico que decorre em 15 de Janeiro e no fim-de-semana a seguir, envolvendo duas capelas, a de S. Amaro novo e a de S. Amaro velho, em que "o povo anda de uma capela para a outra, venerando assim o discípulo de S. Bento (Amaro novo) e o abade de França (Amaro velho). A Capela de S. Amaro novo foi construída com as pedras da Capela de S. Miguel-o-Anjo, nas margens do Cávado e pertence à paróquia, ao passo que a Capela de S. Amaro velho é particular.

Festa importante é a da padroeira, a mártir Santa Eulália, celebrada no terceiro Domingo de Agosto, com arraial popular e lembrada no seu dia litúrgico, a 10 de Dezembro, com Missa solenizada.

No que se refere a tradições religiosas, o compasso realiza-se com três cruzes em que os mordomos se oferecem para esta tarefa — existem candidatos para os próximos anos — e recebem a Cruz no dia do pentecostes. No fim do dia, as cruzes recolhem junto à Capela do Padrão e seguem em procissão até à Igreja paroquial, onde é celebrada missa festiva.

No que se refere ao património da Paróquia, além da Igreja paroquial, bem conservada, a comunidade possui as Capelas de S. Amaro (novo) e do padrão, uma residência paroquial, cujo rés-do-chão é aproveitado para salas de catequese e um salão onde são desenvolvidas reuniões e actividades culturais (podendo projectar filmes). No que se refere a investimentos, neste momento, a comunidade concentra todo o seu esforço de partilha no Centro social.

Wednesday, June 10, 2009

Braga: Teatro combate indiferença



O oposto do amor não é nenhum ódio, é a indiferença. O oposto de arte não é o feio, é a indiferença. O oposto de fé não é nenhuma heresia, é a indiferença. E o oposto da vida não é a morte, é a indiferença.

Estas palavras de Elie Wiesel  um judeu romeno e sobrevivente dos campos de concentração nazis, a que o Comité norueguês do Nobel da Paz chamou-o de "mensageiro para a humanidade”, aplicam-se perfeitamente ao Grupo de Teatro S. João Bosco.

 Este grupo é constituído por seminaristas, e está a encenar a peça «Paulo de Tarso». Esta exibição decorre no auditório do Seminário Nossa Senhora da Conceição, em Braga – hoje, amanhã e sábado pelas 21h30 e no Domingo pelas 15h30, com entrada livre.

«Paulo de Tarso» é uma obra dramática, composta por uma forte dinâmica musical e multimédia, e representa o primeiro trabalho inteiramente original e inédito deste Grupo de Teatro São João Bosco.

Conversão, discurso no Areópago, Paulo na prisão, encontro com Lídia e viagem para Roma são alguns dos momentos representados com a apresentação da peça intercalada por cerca de 20 músicas originais. 

Eis um projecto que — decorridos mais de 40 anos desde a fundação deste grupo de teatro e em pleno ano da comemoração bimilenar do nascimento de São Paulo — constitui um passo em frente na qualidade do trabalho desta equipa de jovens, sempre ao serviço da animação cultural.

Este trabalho cênico, para além da qualidade garantida por tantos anos de trabalho, mostra uma faceta linda do Grupo de Teatro São João Bosco.

A APPACDM —Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental — é a destinatária dos os donativos que o grupo receber deste espectáculo. 

Para cooperarem com a APPACDM, os espectadores podem adquirir a gravação da peça, por um preço simbólico de partilha fraterna e de amizade.

A solidariedade é o sentimento que melhor exprime o respeito pela dignidade humana e os elementos do Grupo de Teatro S. João Bosco cumprem à risca este preceito de Franz Kafka se os espectadores não forem indiferentes à partilha.

Saturday, May 30, 2009

S. Martinho de Tibães: o esplendor de uma comunidade cristã




O bispo auxiliar de Braga afirmou hoje, em Mire de Tibães, que o afastamento dos jovens da Igreja é da responsabilidade dos adultos que têm sido "incapazes de transmitir a beleza e o amor do cristianismo" aos mais novos. D. António Couto respondia a uma pergunta dos adolescentes da catequese, durante um encontro que teve com eles antes de encerrar a visita pastoral a S. Martinho de Mire de Tibães onde administrou o sacramento da Confirmação a 42 jovens.

Destes jovens, 24 pertencem à paróquia de Mire de Tibães, e os restantes fizeram uma caminhada específica em cinco paróquias vizinhas (Padim da Graça, Merelim (S. Pedro e S. Paio), Panoias e Parada de Tibães.

Esta Comunidade paroquial mostrou ontem todo o seu carinho e amor ao construir um tapete colorido entre o Cruzeiro e a Igreja do Mosteiro de Tibães — com toda a sumptuosidade da sua talha barroca — para receber o bispo auxiliar de Braga no encerramento da visita pastoral iniciada na sexta-feira com o encontro dos idosos e doentes e a realização da Assembleia paroquial.

À porta principal do templo estava — desenhado com grãos de arroz e de milho — a pomba que simboliza o Espírito Santo, tendo o cortejo envolvido as forças vivas da paróquia, desde as confrarias aos escuteiros, enquanto o Grupo coral esperava dentro da Igreja para iniciar o Cântico de Entrada para a celebração do Pentecostes.


Antes da Celebração solene da Eucaristia, D. António Couto esteve primeiro com os mais novos da Catequese onde satisfez a curiosidade dos miúdos que lhe fizeram perguntas sobre a sua vida e o que significava a "bola" — flor de amendoeira — que tinha na cruz peitoral e como escolheu esta vida de Bispo. O Bispo explicou que a amendoeira é a única planta que floresce no Inverno e constitui um símbolo da esperança, essa "menininha que tem sempre e só nove anos", citando um teólogo francês.

No segundo encontro da tarde, com os mais crescidos, as perguntas foram mais profundas, depois de D. António Couto os ter desafiado a "abrir caminhos novos para este mundo velho" através da "capacidade de não concordar" com a imagem de uma Igreja antiquada que é transmitida pela comunicação social ou na escola.

Quase no fim da sessão de perguntas, um dos jovens perguntou a D. António qual a explicação para os jovens se afastarem da Igreja. O bispo auxiliar de Braga respondeu com uma história da sua vida, quando se encontrou com um casal judeu e este lhe dizia: "se um dia os meus filhos não seguirem a minha religião (judeísmo), a culpa não é deles, é da nossa incapacidade em lhes transmitirmos a beleza da nossa religião".


temos sido incapazes de transmitir aos jovens a beleza e o amor da nossa religião e de Cristo. O nosso testemunho falha". Nesse sentido, o prelado desafiou os jovens a perderem o "medo de arriscar a vida por um amor verdadeiro. Tudo o que for feito por amor verdadeiro vale a pena fazer", dando os exemplos de Cristo, S. Bento, S. Francisco Xavier ou Madre Teresa de Calcutá.

Depois de apontar estes exemplos, D. António Couto desafiou os adolescentes que o ouviam a que "
não tenhais medo de empenhar a vossa vida, para não ficar de braços cruzados ou ficar à espera que alguém faça".

ORGULHOSA
DA SUA
HISTÓRIA


D. António Couto foi acolhido por uma comunidade "
orgulhosa da sua História" — como destaca o padre Luís Gonzaga, uma vez que "o Mosteiro marca sua identidade" e sabe "conjugar a história da vida monástica com uma vivência eclesial com esta dimensão artística".

Aliás, foi nesse sentido o apelo deixado na sexta~feira à noite, na Assembleia paroquial, por D. António Couto: "
fazer todas as coisas com simplicidade e profundidade", a começar numa maior participação dos pais nas actividades da catequese frequentada por 250 crianças, orientadas por 17 catequistas.

"
A catequese, diz o pároco, é a menor parte da formação religiosa pois a participação dos pais é o caminho necessário para aprofundar a iniciação à vida cristã". Daí que os pais sejam convidados a participar em reuniões trimestrais porque é "importante para as crianças saber que os pais também estão em formação".

A Catequese é feita às sextas-feiras e aos sábados, em dois pólos, no Mosteiro e nas salas existentes na Capela da Senhora do Ó. A diferenciação de horários permite que, sendo insuficientes, as salas permitam dar resposta às necessidades.
Para os adolescentes e jovens, a Comunidade dispõe de um agrupamento de Escuteiros — CNE — com várias décadas de existência e cerca de 40 elementos, cuja sede é nas instalações da Casa do Povo — ao fundo da recta para Ruães.



DOS JOVENS
À J. O. C.


Outra força da juventude é o Grupo de Jovens, fundado há 22 anos, com 17 elementos, reforçado com um grupo da Juventude Operária Católica (JOC) para mais crescidos, com mais de meia dúzia de militantes e uma dúzia na fase de iniciação, desde há dois anos, numa comunidade onde ainda existem também militantes da LOC.

Também a pastoral familiar tem uma alavanca visível, através de meia dúzia de casais. Tudo começou com um Curso de Preparação para o matrimónio e a actividade prolonga-se agora no trabalho de preparação para o Baptismo.

Dois grupos corais animam as celebrações litúrgicas, um na Igreja do Mosteiro e outro na Capela da senhora do Ó. O da Igreja tem muita tradição, animada pelas 35 vozes, com ensaios regulares nas noites de sexta-feira e o segundo é mais pequeno, ensaia às quintas-feiras e é constituído por vinte vozes.

S. Martinho de Mire de Tibães é uma comunidade participativa como se nota nas festas que celebra ao longo do ano, a começar na de Nossa Senhora do Ó, no primeiro domingo de Maio. Mas quem não conhece a festa do Cerco, a S. Sebastião, no primeiro domingo de Agosto, ou então a festa da Senhora da Cabeça, no alto do Monte de S. Filipe, no segundo Domingo de Julho, que atraem romeiros das freguesias vizinhas?



A CRUZ
DAS FAMÍLIAS
É ALEGRIA
PASCAL


O presépio movimentado é o coração da festa do Natal que os jovens de Mire de Tibães vivem com enorme empenho e dedicação que atrai milhares de pessoas a Tibães naquela quadra cuja alegria festiva se equipara também ao Tríduo pascal a "crescer e a afirmar-se como momento importante da vida da Comunidade" — reconhece o Padre Luis Gonzaga.

Outro momento de grande fôlego é a entrega da cruz pascal, no primeiro domingo de Fevereiro, ás cinco famílias que vão organizar o compasso da visita pascal. É uma tradição bem bonita. Seguindo o livro de assento dos matrimónios, — vai nos anos de 1977 ou 1978 — são escolhidos os cinco casais que ficam com a Cruz. Boa parte aceita, a não ser por razões válidas como estar de luto oupor dificuldades económicas, mas vivem a entrega da Cruz como acontecimento familiar de grande importância porque permite o reencontro da família ou até fazer a festa que não foi possível fazer no dia do Casamento. É uma tradição muito comprometedora e com muita vida" — diz o nosso interlocutor.

Outro momento festivo é o dia do Padroeiro — S. Martinho — celebrado em parceria com o Mosteiro e com a Junta de Freguesia, marcado sempre por um "momento cultural de grande relevo e muito forte" como se pode ver pelos concertos que ali se têm realizado. Nos últimos anos, um deles foi o Réquiem de Mozart.

No capítulo das Confrarias, a mais antiga é a Da senhora do Rosário e mais recente é a da Senhora do Ó que coexistem com uma associação de fiéis de Nossa senhora da cabeça que zela e cuida da capela de S. Filipe e dinamiza a celebração de uma eucaristia no último domingo do mês.



MULHERES
MOVIMENTAM-SE


A acção social está confiada a esse extraordinário empenho das Mulheres em Movimento — projecto que nasceu em 2001 para cuidar dos idosos e se lançou na construção do Centro Social Paroquial, apoiado pelo programa PARES, em fase de conclusão e deve entrar em funcionamento no último trimestre deste ano, como lar para 15 idosos, centro de dia para 30 pessoas e apoio domiciliário a mais trinta idosos. Além do trabalho, "Mulheres em movimento" despertou a comunidade paroquial para a unidade de esforços e participação, empenhando as pessoas na angariação de fundos e mobilizando as 800 famílias para o sorteio que se realiza em Agosto.

O padre Luís Gonzaga reconhece que existe alguma urgência de obras apenas na Capela de Nossa senhora do Ó, especialmente o "seu retábulo, com uma degradação muito grande e começa a ser uma urgência o seu restauro".

O pároco elogia o relacionamento com o Mosteiro pois "estamos profundamente implicados, em autonomia e em colaboração muito grande, desde a Direcção até aos funcionários que vivem o Mosteiro como ponto aglomerador da identidade desta comunidade".

Astronomia num minuto: 140 respostas para todos




Numa edição da Opera Omnia, acaba de ser lançada uma obra fundamental para aqueles que querem saber um pouco mais sobre o universo, com o título "Astronomia num minuto — 140 perguntas e respostas", formuladas por João Vieira e Jorge Fonte como se fossem "aperitivos científicos" para saborear um "repasto maior, ou seja, o de aprofundar cada uma das temáticas".

Com uma capa sugestiva a convidar-nos a entrar no coração de uma galáxia, os leitores encontram respostas simples e directas a 140 perguntas mais comuns sobre o universo fascinante das estrelas, dos cometas, dos planetas, satélites e cometas, sempre acompanhadas de belas fotos, ao longo de 90 páginas que nos fazem viajar para além da nossa galáxia.


Os autores propõem-se, com esta obra da editora vimaranense de José Manuel Costa, falar de astronomia num minuto, o que se afigura difícil ou mesmo impossível face aos conhecimentos sedimentados ao longo de milhares de anos, desde Aristóteles a Copérnico, passando por Kepler, Galileu ou Newton, sem esquecer os avanços conseguidos nas últimas décadas. Mais complexo se torna se olharmos para um assunto que envolve escalas temporais cósmicas a começar pela idade do Universo com quase 14 mil milhões de anos, ou a idade do sol com cinco milhões de anos.

Como se vê, é um desafio a que João Vieira e Jorge Fonte — professores mestres em ensino de astronomia — procura responder tratando os assuntos "com interesse e para interesse de todos", sem esquecer a história da astronomia nem os seus actores, os astrónomos, deixando sementes que podem "frutificar em muitos, em particular nos mais jovens".

O livro assinala o Ano Internacional da Astronomia (AIA2009) e dá corpo à integração do Minho nessa imensa cadeia que é a maior rede de divulgação astronómica e científica que alguma vez se montou, num "esforço à escala planetária que envolve milhares de pessoas a trabalhar para levar a astronomia a milhões
" — conforme sublinha o coordenador nacional do AIA 2009, no prefácio deste livro.

"Astronomia num minuto" é uma compilação de textos jornalísticos e radiofónicos que cumpre o objectivo de divulgar a Astronomia de uma forma simples e eficaz" — assegura João Fernandes que destaca esta iniciativa da Sociedade Científica de Astronomia do Minho (Orion) classificada como "entidade marcante e importante na divulgação da ciência em Portugal, em particular no Norte do país".

Para os autores, João Vieira e Jorge Fonte, esta obra pretende ser um "manancial de informação e um suporte didáctico que, usado de forma correcta, se torna uma mais valia como ferramenta facilmente acessível e utilizável no ensino das ciências", tendo nascido para "dar resposta às questões que, nas actividades de Astronomia de Verão em em várias escolas, foram colocadas aos autores por alguns professores, alunos e outros curiosos do tema".

Para aqueles que acompanham diariamente as e missões da Rádio Antena Minho e as edições do jornal Correio do Minho, este livro não constitui uma surpresa mas é a confirmação da utilidade e do seu interesse, dada a linguagem simples que torna a imensidão do universo acessível a todos.

Para os outros, este livro dos dois professores do ensino secundário constitui uma bonita surpresa, quer pela qualidade da edição (traduzida no papel e nas fotografias) quer pelo alcance dos seus conteúdos, a começar pela imponente capa de Alexandre Fernandes sobre uma fotografia de uma galáxia, da Agência Espacial Europeia (ESA).



OS AUTORES

António Jorge Fonte é licenciado em Ciências Físico-Químicas pela Universidade do Minho e Mestre em ensino da Astronomia pela Universidade do Porto e participou já em diversas iniciativas do projecto Ciência Viva, para além de ter coordenado o projecto Astronomia na Internet.

Com João Vieira dirige a Sociedade Científica de Astronomia do Minho (ORION), com sede em Gualtar, Braga, participando em regulares acções de divulgação da astronomia nas escolas e na formação de professores nas áreas da Internet, Física e Astronomia.

João Paulo Vieira, professor e licenciado em arquitectura e dedica-se à astronomia desde 1985, tendo formado o Núcleo de Astronomia de Barcelinhos.

Desde 1998 é monitor do programa Astronomia no Verão, coordenou diversos programas "Ciência Viva" e em 200a concluiu o Mestrado em Ensino da Astronomia. É presidente da ORION e director do Observatório Astronómico de Gualtar, além de ser coordenador nacional do Kit do astrónomo para o AIA 2009 e ter escrito diversos artigos científicos e ser formador creditado nestas áreas.

A formação e exercício pedagógico destas matérias constitui outra das mais-valias desta obra.
A editora de José Manuel Costa (www.operaomnia.pt) tem optado pelo lançamento de escritores e autores minhotos, como Teófilo Carneiro, Fernando Pinheiro, Cláudio Lima, Alfredo Pimenta António Manuel Couto Viana, Camilo Castelo Branco e Pedro Seromenho.

Saturday, May 23, 2009

Padim (cheia) de Graça mostra-se a D. António Couto

O Bispo Auxiliar de Braga, D. António Couto, confirma na Fé, hoje, às 10,30 horas, 18 jovens na Eucaristia solene que culmina a visita pastoral à comunidade paroquial de Padim da Graça iniciada na passada sexta-feira com a Unção dos doentes e uma assembleia Paroquial. O padre José Figueiredo de Sousa apresenta ao prelado uma comunidade cheia de vida sob a protecção da Senhora da Graça.

A presença de D. António Couto iniciou-se na sexta-feira, ao fim da tarde, com a Missa para os doentes e idosos e administração da santa Unção, seguindo-se um encontro com os crismandos.

A noite de sexta-feira foi animada pela realização de uma Assembleia paroquial com todos os movimentos de apostolado e outros fiéis interessados na vida pastoral.

Ao longo destes dias, o bispo auxiliar pode conhecer uma comunidade instalada na margem esquerda do rio Cávado, dotada de uma forte componente associativa nos mais diversos domínios, desde o desporto á cultural e solidariedade, que se traduz numa forte dinâmica pastoral, alicerçada na catequese, num grupo de Jovens "Nova Luz" e num agrupamento de Escuteiros, animada por três grupos corais.

O património religioso está em bom estado de conservação, tendo a Igreja paroquial recebido um telhado novo há pouco tempo, para além de ver o seu interior renovado cm o restauro de toda a sua talha. O outro pólo de culto, a Capela de Nossa senhora da Graça pode vir a precisar de uma substituição do telhado e renovação da instalação eléctrica, mas não são necessidades urgentes.

Quanto a espaços para a actividade pastoral, a residência paroquial — sem perder a capacidade para acolher um padre ali residente — viu alguns dos seus espaços reaproveitados para salas de catequese e para sede dos Escuteiros, bem como uma sala para assembleias maiores.




Também o adro foi recentemente qualificado, numa intervenção da Junta de Freguesia com apoio da Câmara Municipal de Braga que dotou a "sala de visitas" de Padim da Graça de um espaço alindado e com parque de estacionamento.

A capela mortuária, além de ser pequena, é pouco agradável para um velório uma vez que é demasiado quente no Verão e muito fria no Inverno. O projecto de requalificação do adro incluía uma nova capela mortuária e é bem possível que este investimento seja concretizado a curto prazo.

A comunidade tem as suas festas maiores à Senhora da Graça, um cartaz da religiosidade desta paróquia, e ao padroeiro S. Adrião, heranças de uma comunidade agrícola que hoje vive em grande parte com trabalho nos serviços e nas indústrias que enchem o seu parque industrial.
Nos seus campos ainda se encontram vestígios da presença do trabalho da comunidade beneditina de Tibães, entre eles o aqueduto construído em granito para aproveitamento das águas do rio Cávado para a irrigação dos campos.




Ainda a conhecer os "cantos à casa", uma vez que assumiu o serviço a esta comunidade em Outubro passado, o padre José Figueiredo de Sousa sabe que a ruralidade da sua comunidade se esbateu e preocupa-se com a crise económica que já atingiu algumas empresas instaladas no parque industrital, não escondendo os seus "receios quanto ao futuro" dos seus 1700 habitantes.

Isso não o impede de falar com entusiasmo sobre esta comunidade paroquial que o padre Costa Araújo (e antes o grande musicólogo Mendes de Carvalho) lhe deixou, com os dois centros de culto na capela da Senhora da Graça e na Igreja paroquial, onde é celebrada Missa aos domingos, 9,45 e 8,30 horas, respectivamente.

No que se refere às forças vivas, o padre José Figueiredo Sousa destaca a Confraria de Nossa senhora da Graça, com cerca de quatro mil irmãos, sedeada na capela com o mesmo nome e cuja administração e conservação lhe pertence. Destaca também a Associação da Senhora da cabeça, em fase de renovação, a qual alude a uma tradição bem bonita de Padim da Graça e de outros freguesias que organizavam uma procissão, rotativamente, até ao Monte de S. Filipe, em cuja capela está a imagem da Senhora da Cabeça.

Outra força da pastoral reside no Movimento de Renovação carismática que reúne todas as quartas- feiras com a participação de duas dezenas de pessoas.

Além destas duas associações de fiéis existem duas dinâmicas Comissões de Festas, uma para a Senhora da Graça, que se realiza no Domingo de Pascoela e se assume como a maior festa do vale do Cávado, ao longo de três dias, com uma fortíssima componente religiosa. A procissão de velas e os actos religiosos (com particular singularidade para a batalha das flores com que se assinala a despedida da Senhora) continuam a registar uma surpreendente participação das pessoas de Padim da graça e de freguesias vizinhas.

A outra Comissão de Festas encarrega-se do programa e angariação de verbas necessárias para a festa do Padroeiro, S. Adrião, no fim-de-semana a seguir ao dia 8 de Setembro, mas existem outros grupos organizados como a Conferência Vicentina, com um núcleo de uma dezena de pessoas cujo momento alto é a distribuição de cabazes de Natal e o acompanhamento e recolha de informação sobre situações de maior pobreza e o seu encaminhamento para outras instituições, como a Caritas ou o Banco Alimentar contra a Fome.

Outro momento grande da vida da comunidade é o Lausperene, no próximo fim-de-semana, com adoração nocturna do santíssimo Sacramento, a iniciar sábado com a Eucaristia às 20,30 horas e o encerramento às 19 horas de Domingo, com uma procissão do Santíssimo sacramento até ao Cruzeiro.

A primeira comunhão acontece na Festa do Corpo de Deus enquanto a festa da Comunhão Solene ocorre na primeira semana de Julho.




Todas esta dinâmica pastoral começa cedo, com a catequese que é frequentada por mais de 160 crianças, orientadas por 17 catequistas, com o curso elementar ministrado na Zona Pastoral, sendo a maioria delas gente nova.

A catequese é ministrada aos sábados, em diferentes horas, de modo a permitir o aproveitamento pleno das salas disponíveis na residência paroquial, em que metade do espaço foi renovado para acolher actividades pastorais, desde a catequese à sede do grupo de Escuteiros e uma sala para reuniões maiores, como é o caso da antiga adega onde ensaia o grupo coral da paróquia (adultos).
As salas são boas e com espaços razoáveis.

Depois da catequese, os jovens continuam a sua formação religiosa no Grupo de Jovens "Nova Luz" inserido no movimento dos "Jovens em Caminhada", com o seu plano de actividades que inclui caminhadas, reuniões de reflexão e outras actividades como festivais, animação de festas para os idosos, etc. "É um grupo que está muito bem organizado" — reconhece o padre José Figueiredo Sousa, apontando ainda a participação deste grupo na animação musical das Eucaristias da paróquia, duas vezes por mês.

Pilar forte da educação juvenil de Padim da Graça é o seu Agrupamento de Escuteiros, com 70 elementos, com destaque para as secções de Lobitos (vinte elementos) e Exploradores (32 jovens). Fundado em 1974, a sua sede é no edifício destinado a residência paroquial que acolhe grande parte das actividades pastorais da paróquia.



No capítulo das celebrações litúrgicas, estas contam com a animação musical de três grupos corais, um infantil, outro juvenil e o coro Paroquial, o maior com cerca de quarenta vozes que animam as eucaristias no primeiro e terceiro domingos de cada mês na Igreja paroquial. Com ensaios aos sábados, à noite, o grupo possui tradições musicais que lhe vêm do tempo em que o pároco era o padre Mendes de Carvalho.

O coro infantil é um prolongamento da catequese, com os seus quinze elementos, que anima as eucaristias da Igreja (quarto domingo) e da Capela da Senhora da Graça (3.º domingo).

Por sua vez, o coro juvenil, nascido a partir do Grupo de Jovens Nova Luz anima, com a sua dezena de vozes e instrumentos a Missa dos segundos domingos de cada mês na Igreja paroquial.

Wednesday, May 20, 2009

Arte Total… porque a dança toca todas as áreas do conhecimento



Com cerca de 760 alunos, no Mercado Cultural do Carandá e em outras escolas e infantários, a Arte Total assume-se cada vez mais como “a” estrutura bracarense especializada na formação artística e divulgação das artes do espectáculo.
Porque as crianças gostam de dançar, explica a direcora executiva e produtora Joana Domingues, a equipa da Arte Total está sempre disponível para se deslocar às escolas e infantários, a partir da sede, onde diariamente frequentam as aulas 245 alunos.

Cada vez mais os encarregados de educação, fruto do trabalho de 15 anos, assumem que a “dança toca todas as áreas do conhecimento e faz crescer as crianças de maneira mais saúdável, ao nível físico, criativo e cognitivo” — garante Joana Domingues, explicando, por exemplo, que a Matemática é dinamizada para ensinar movimentos de dança, acrescida dos ateliers de ciências e de artes.

Por outro lado, acrescenta Cristina Mendanha, directora artística e pedagógica, “faz crescer em hamornia porque toca em todas as áreas de forma equilibrada” de uma forma agradável porque “as crianças gostam de dançar”.
A capacidade de trabalhar que “lhes conseguimos incutir traduz-se nas outras áreas da escola e são sempre excelentes alunos”.

Joana Domingues sustenta que “a dança funciona como estímulo para o sucesso escolar e há muitos pais que colocam aqui as crianças precisamente por isso”.

Com protocolos celebrados com as Juntas de Freguesia e infantários, as formadoras da Arte Total levam as artes do espectáculo a mais de vinte estabelecimentos de ensino de Braga e outros concelhos, como Vila Verde e Póvoa de Lanhoso.
O corpo docente pluridisciplinar é constituído por quatro professores de dança criativa e clássica, mais um docente para cada uma das outras especialidades: dança contemporânea, Ioga, danças latinas, teatro.

Sabendo-se que a dança está muito ligada ao teatro, a Academia não esquece também as novas tecnologias e o apoio à formação.



Dos alunos da Arte Total, há uma pequena parte que chega a fazer da dança a sua actividade profissional e “já temos alguns alunos a trabalhar profissionalmente. É verdade que são poucos, porque é uma actividade muito exigente mas há outras áreas em que podem trabalhar profissionalmente, como no ensino e outras áreas do teatro e técnicas relacionadas com a dança”.

Da Arte Total sairam já duas bailarinas profissionais, o que é bom para as nossas interlocutoras que estão de acordo com os novos objectivos do Ministério da educação para o ensino artístico que “tem que fazer parte do ensino obrigatório”.

Admitindo que a maneira como está a ser implementado pode criar alguns problemas de qualidade, a começar pelos professores que estão a dar essas aulas.

Alicerçada num protocolo quadrianual com o Ministério da Cultura — inalcansável no início da escola —, desde 1998, estão criadas algumas condições que permitem a dinamização de espectáculos com qualidade maior.


Para Julho e Dezembro, a Arte Total está a preparar dois ateliers de artes e ciências para crianças, o primeiro sobre as comunicações e o segundo sobre a luz. Estes ateliers encerram com um espectáculo que resultad do trabalho dos formandos.
A agenda da Arte Total inclui também espectáculo em escolas e infantários de Braga e Póvoa de Lanhoso nos meses de Junho e de Julho.
Quanto ao contrato programa para os próximos quatro anos, o projecto está a ser elaborado, para ser apresentado ainda este Verão, mas o “trabalho de formação de base e de públicos mantém-se. Ainda está muito por fazer em Braga e temos de continuar a formar públicos”.



16 ANOS A CRIAR PÚBLICO PARA A DANÇA

Celebrados 16 anos em Dezembro, foi possível a Cristina Mendanha e Joana Rodrigues ficarem elas próprias surpreendidas com tudo o que consgeuiram ao longo de década e meia.

O que nos espantou foi a quantidade de coisas que nós já fizemos na ecsola, quer em aulas, quer pelos alunos e projectos que desenvolvemos” — disse Joana Domingues.

Além de dois bailarinos, nascidos na Arte Total, a academia “criou” dois professores e criamos um imenso público para a dança e para as outras artes em Braga. Os nossos espectáculos são muito frequentados. Foi uma grande recompensa”.

A celebraçãodo aniversário permitiu ver tantos alunos e verificar que “eles se lembram de nós, continuam a gostar da dança e tinham saudades da Arte Total. Valeu muito a dança ter ficado como uma marca boa na vida deles” — prossegue Cristina Mendanha.

Actualmente, a Arte Total continua de portas abertas no Mercado Cultural do Carandá, com os seus cursos de iniciação em várias modalidades, desde cursos anuais (dança, artes artísticas e teatro) e cursos de curta duração que tanto podem ser de um dia ou de uma semana, abertos a crianças e adultos, desde iniciação a especialização, mesmos na sférias lectivas ou fins-de-semana.

A Arte Total não faz pré-selecção dos alunos, a não ser que venham de outra ecsola, apenas para avaliar o nível de preparação.

A adesão dos bracarenses à oferta da Arte Total tem sido muito boa em todos os escalões e está a desfazer-se o errado mito de que a dança é só para raparigas.

“Os adultos é que pensam assim. Quando vamos para for a, isso não se nota e há tantos rapazes como raparigas. É um problema cultural que nós estamos a tentar ultrapassar com professores masculinos na nossa escola” — prossegue Cristina Mendanha.

A dança é para todos. É uma injustiça proibí-la aos rapazes. Eles podem fazer e há grandes bailarinos. Em termos físicos, têm mais massa muscular e puxam pela turma e desafiam as raparigas a serem melhores nas danças e em termos técnicos conseguem mais. São verdadeiros atletas” — explica Joana Domingues.

A escola cresceu bastante, as instalações são óptimas e perfeitas. “podíamos ter mais salas que nós ocupávamo-las mas a tendência é dar mais aulas fora, nas escolas”, assegura Joana Domingues que alude também a outra cooperação importante para a ecsola.

Estamos a falar do contrato-programa celebrado com a Câmara Municipal de Braga, mediante o qual a Arte Total oferece 65 bolsas de estudo integrais, anualmente para crianças seleccionadas por carências económicas.

No âmbito dessa cooperação, a Arte Total apoia as escolas escolhidas pela Câmara Municipal com aulas gratuitas e realiza espectáculos sempre que a autarquia necessita.

Para o crescimento da escola e da dança em Braga, não há dúvifda que a formação de professores feita na Universidade do Minho e dos educadores foi determinante na maneira como a dança é vista agora. As acções ali realizadas foram muito importantes para a dança porque os novos professores foram instrumentos e aliados nossos muito bons”.

Em contrapartida, a Arte Total reconhece que os novos professores ficaram a saber como funciona o ensino da dança e presta apoio aos professores através de estágios.

A evolução da dança

A pedagogia e a didáctica da dança evoluiram muito, em resultado da filosofia de massificação das artes, no modo como se ensina e face à nova filosofia que sustenta a educação, em que o teatro e a dança estão interligados.

Fazemos um grande esforço para isso acontecer. A arte tem de evoluir e a dança evoluiu muito” e é nessa perspectiva que Joana Domingues introduz um novo elemento na conversa: “gostávamos de ter obrigações com o Ministério da educação. Temos de esperar pela definição do Ministério em relação ao ensino artístico particular e era importante que o Governo definisse deveres e apoios”.

Esperando por esses dias, a Arte Total continua a comprometer-se com os valores e critérios da Royal Academy of Dance, através da inscrição dos seus professores e da própria escola.

Aliás, a formação dos professores da Arte Total é efectuada por aquela academia e proporciona formação contínua e avaliação dos alunos que inclui o desenho de curriculum e programa desde os 2,5 anos até ao nível profissional.
A ligação da Arte Total àquela academia possibilita à escola bracarense ter apoio e manter-se exigente na actualização, até porque os alunos são avaliados por professores externos oriundos da Royal Academy.

Para manter o sucesso e qualidade das escolas, “as notas dos nossos alunos, constam dos curricula dos professores membros da Royak Academy. Na dança, como vê, a avaliação é normal, desejada e natural. A avaliação tem sido excelente. Podemo-nos orgulhar disso” — conclui Joana Domingues.

Cristina Mendanha assinala a cooperação com inúmeras instituições: “gostamos muito disso, porque é uimportante para a escola e alunos. Propõem outros desafios e fazemos tudo por tudo para lhes dar resposta positiva”.

Joana Domingies dá exemplos de “trabalho coreográfico com pessoas que nunca dançaram o que é um desafio muito interesante para nós, porque são pessoas que têm muita vontade e estão disponíveis para fazer tudo”.

Quando não respondemos positivamente é porque o calendário não permite porque é feito para quatro anos” – conclui Joana Domingues.