Saturday, December 18, 2010

Solidários mesmo sem "Magalhães" e cheque dentista


Os alunos do pré-primário, primeiro, segundo e terceiro ciclos do Colégio D. Diogo de Sousa entregaram à Caritas de Braga mais de sete toneladas de alimentos.

Este é o “fantástico mas não surpreendente” resultado de uma campanha da comunidade educativa nas últimas três semanas, conforme assegurou o director daquela escola católica.

Os alunos do ensino secundário participaram numa campanha diferente, a favor da Fundação João XXII, para uma campanha oftalmológica na Guine-Bissau, com 1522 euros.

O padre Cândido Azevedo Sá destacou, na primeira campanha, os 600 litros de azeite e os 400 quilos de bacalhau que foram doados pelos alunos mais novos, para alem de 2.220 litros de leite, 1200 quilos de arroz e cereais, sem esquecer as conservas e enlatados.

Num auditório grande que se tem manifestado pequeno para as festas de Natal que decorreram esta semana, à tarde e à noite, o director do Colégio agradeceu a “extrema solidariedade dos alunos que não nos surpreende porque já sabemos quem temos mas que foi fantástica pelo volume que atingiu”.

O padre Cândido Sá revelou que o Colégio D. Diogo de Sousa está à disposição da Caritas para desenvolver outras campanhas se for necessário, ao longo do ano lectivo, tendo em conta o que “nos espera nos próximos tempos em Portugal”.

Nuno Santos, da direcção da Caritas de Braga, enalteceu “a generosidade dos alunos e dos seus pais e o empenho e trabalho realizados pelo Colégio”.

“Já estamos a fazer a distribuição daquilo que vós oferecesteis por 60 famílias” — anunciou Nuno Santos revelando que o atendimento diário passou de 50 famílias, em 2009, para 110 por mês durante este ano.
A Campanha da Fundação João XXIII, na Guiné Bissau destina-se a material para operações aos olhos a 50 pessoas, em Ondame, a fazer por médicos e enfermeiros voluntários.

Quem não tem Magalhães
já está habituado...


Sobre as restrições que o Governo vai colocar ao ensino privado, o padre Cândido Azevedo e Sá mostrou-se preocupado mas não inquieto.

Preocupado porque é uma visão política que viola a liberdade de ensino consagrada na constituição portuguesa” e pouco inquieto porque esta escola não é muito prejudicada.

Exceptuando uns 300 dos 1700 alunos que podem ser atingidos, o director do Colégio D. Diogo de Sousa já está habituado a esta marginalização: “os nossos estudantes nunca tiveram direito ao Magalhães ou ao cheque dentista, embora os pais deles paguem impostos como os outros estudantes. A nossa escola nunca teve acesso a qualquer apoio do Estado para o plano tecnológico (como quadros interactivos, etc)”.

Acresce que a lista de espera anual é de 400 alunos que ficam de fora, porque apenas “são admitidas três turmas novas em cada ano”, no pré-escolar e uma turma nos outros ciclos.

Estamos em alerta por solidariedade porque o Governo quer eliminar a estrutura u estatuto jurídico do ensino privado que fica dependente da boa vontade ou não deste ou daquele Governo” — prosseguiu o Padre Cândido Sá.

Preocupa-me como cidadão porque a OCDE diz que um aluno na escola pública custa 5200 euros, nas escolas privadas dizem que custa 4.200 euros e um aluno do secundário no Colégio D. Diogo de Sousa custa aos pais 2500 euros por ano” — acrescentou o director desta escola.

Inquieta-me como cidadão porque o Estado altera as regras a meio do ano lectivo e porque os pais pagam duas vezes (nos impostos e aqui) e se os 1700 alunos não estivessem aqui ficavam mais caros no Estado” — concluiu o padre Cândido Sá.

Monday, November 29, 2010

A greve geral, D. Jorge Ortiga e Protecção de Menores




A Greve geral, a intervenção de D. Jorge Ortiga e o afastamento de técnicas da Comissão de Protecção de Crianças e Menores,por força de um concurso nacional, foram os grandes temas de mais um programa Debaixo d'Arcada — no dia 25 de Novembro — que a rádio Antena Minho emite todas as quintas-feiras às 19 horas.

Nesta conversa participam os mais lídimos representantes da democracia, os presidentes de Junta.
São eles,

António Sousa, presidente da Junta de Freguesia da Sé, eleito pela CDU

Firmino Marques, presidente de S. Vitor, eleito pela Coligação PSD/CDS

João Nogueira, presidente de Gualtar, eleito pelo PS.

O programa é enriquecido com este blogue, onde os nossos leitores ouvintes podem participar, alimentando a interactividade com os nossos comentadores.

No blogue, além de outros assuntos sobre Braga, pode ouvir o programa, se não o pôde escutar à hora em que foi emitido.


http://w3.antena-minho.pt e ir a podcast onde estão os últimos programas.

Cabreira: a vida difícil em "Meias de Vidro"




A Associação dos Antigos Alunos da Escola Comercial e Industrial de Braga acolheu sábado à tarde a sessão de lançamento do primeiro romance de Avelino Barroso, ‘Meias de Vidro’, pré-publicado em fascículos no ‘Correio do Minho’.

Trata-se de um romance que desenvolve uma das histórias publicadas nos ‘Contos da vida rural’’, o segundo livro do autor depois de ‘As tílias também de abatem’, conjunto de crónicas publicadas em jornais de Braga.

Isabel Garcia, em nome da Editora Minerva, de Coimbra, que está a celebrar 25 anos, descreveu o livro como “sublime que se lê num fôlego”, e constitui um “repositório da cultura de uma época, com vivências impensáveis para os jovens de hoje”. A editora caracterizou Avelino Barroso como um “exemplo de sucesso, de força e de coragem, de quem nunca desiste de lutar” que oferece este livro “com todos os ingredientes necessários para ser um êxito”.

Amadeu Torres, professor jubilado, escritor e poeta, foi quem teve a tarefa de apresentar o autor porque — disse citando Jorge Amado — deve-se deixar ao leitor a “satisfação de descobrir o seu enredo”.

Aquele professor catedrático jubilado lembrou que Avelino Barroso “não nasceu num berço de algodão ou de ouro” mas tudo fez para vencer na vida com o “seu trabalho, muito trabalho e dedicação por um ideal”. Nesse sentido lembrou alguns grandes escritores que mal sabiam ler na juventude e nos legaram obras admiráveis, como Machado de Assis, Honoré de Balzac, Erico Veríssimo ou Cesário Verde.

Amadeu Torres traçou o perfil breve de algumas personagens marcantes de ‘Meias de vidro’, como o Gasparinho, que era le-vado da breca, ou o Morgado de Cima de Vila ou ainda o Carriço que pagou caro saber de mais, sendo afogado num poço, sem esquecer a Mariquinhas alcoviteira.



O poeta Castro Gil terminou a sua intervenção com um desafio aos leitores para saborearem este livro que nos fala sobre a vida difícil na aldeia de Rossas, nas encostas frias e agrestes da Serra da Cabreira, na primeira metade do século XX, palmilhadas dezenas de vezes através de carreiros ladeados de tojos de mato impossíveis para as mulheres usarem ‘Meias de vidro’.

Emídio Ribeiro: “ponta esquerda” do Sp. Braga



A Câmara Municipal de Terras de Bouro foi oportuna ao fazer coincidir a celebração do Dia do Município com a homenagem ao prof. Emídio Ribeiro, um geresiano nascido há cem anos, cuja vida e obra são perpetuadas em livro da autoria de Elísio de Carvalho apresentado na passada quarta-feira. Ficamos a saber um pouco mais da vida deste vulto que foi “ponta esquerda” do Sp. Braga na sua juventude e na infância do Arsenal do Minho (1928 e anos seguintes).

Trata-se de uma edição de luxo patrocinada pela Câmara Municipal terrabourense e pela Ordem dos Médicos em que, ao longo de 140 páginas, palavras e imagens evocam o percurso de um “missionário” da psiquiatria pública.

Se para o Município de Terras de Bouro este é um dever, Emídio Ribeiro constitui uma honra para esta terra, uma vez que “dedicou a sua vida a melhorar a vida dos outros” – como escreve Joaquim Cracel, na apresentação do livro intitulado “Recordando o professor Emídio Ribeiro”. Este professor universitário e medico é definido pelo actual presidente da Câmara Municipal como um “expoente da simplicidade, da determinação, da Justiça, da seriedade e de altruísmo”.

Joaquim Cracel pede aos leitores desse livro que “a vida e obra do homenageado nos sirvam de orientação e de referência".

O presidente do Conselho Regional da Ordem dos Médicos destaca as “elevadas qualidades intelectuais na vida académica e as invulgares qualidades no modo de dirigir e formar gerações de médicos”.

Emídio Ribeiro nasceu a 1 d Janeiro de 1910, no Geres (elevada a Vila em 1991), lugar da freguesia de Vilar da Veiga, Terras de Bouro, falecendo a 7 de Setembro de 1984.

Citando Miguel Torga, no sétimo volume do seu Diário, o autor da biografia de Emídio Ribeiro enquadra o seu nascimento nesses “certos lugares do mundo que são como certas existências humanas: tudo se conjuga para que nada falte ªa sua grandeza e perfeição”.

O Livro é pretexto também para falar um pouco das riquezas de Vilar da Veiga e da sua envolvência paisagística e humana, no passado e no presente, ilustradas com muitas e belas fotografias a cores e a preto-e-branco e testemunhos de coevos de Emídio Ribeiro.

A Juventude do medico que nasceu há cem anos foi vivida em Braga para freqüentar o Liceu Sá de Miranda e jogar futebol no Sporting de Braga, como “ponta esquerda”, que abandonou quando se matriculou na Universidade do Porto para se licenciar em Medicina até que em 1936 inicia a carreira de docente universitário e prepara a tese de doutoramento sobre “Lipemia e colesterinemia nas afecções hepatobiliares” concluída em Madrid, em 1944.

Apos uma carreira dedicada ao ensino universitário na área da neurologia — da qual dão testemunho inúmeros especialistas portugueses e espanhóis — um cancro gástrico após um AVC em 1977 precipita a sua morte.

Thursday, October 21, 2010

José Araújo: a gratidão de Terras de Bouro


José António Araújo escreveu um livro sobre o passado de luta pela liberdade dos povos de Terras de Bouro mas a Câmara Municipal transformou a apresentação da obra num bonita homenagem ao seu autor, no dia do Município. Afinal, o ideário político e humano de José Araújo confunde-se com essa luta de séculos dos búrios.

Terras de Bouro — cem anos de adversidades” foi a segunda obra apresentada quarta-feira em Terras de Bouro, após uma bela monografia sobre o prof. Emídio Ribeiro, um geresiano que dedicou a sua vida à psiquiatria pública e nasceu há cem anos.

Foi esta a forma encontrada pelo executivo de Joaquim Cracel celebrar o Dia do Município, 496 anos após a outorga do Foral pelo Rei D. Manuel.

Num salão nobre dos Paços do concelho repleto de amigos e representantes da sociedade civil e cultural de Terras de Bouro, a presença de Fernando Moniz, governador civil de Braga, constituiu a surpresa bem guardada pela Câmara Municipal.
José Araújo não escondeu a emoção perante as palavras proferidas por Fernando Moniz e pelo Prof. Viriato Capela, a quem coube a tarefa de apresentar a sua obra.

Entre os convidados, estava o anterior presidente da Câmara, António Ferreira Afonso, bem como grande parte dos presidentes de Junta do concelho. A sessão culminou com a actuação da rejuvenescida Banda de Carvalheira que encheu a praça central da vila com os seus acordes e marchas.



Moniz
elogia
José Araújo


Joaquim Cracel descreveu esta aposta na publicação do livro de José Araújo e da monografia sobre Emídio Ribeiro com a necessidade de “fortalecer a nossa memória” até porque “nunca podemos esquecer os nossos ilustres, a nossa história, a nossa cultura e as nossas instituições”.

Fernando Moniz definiu José Araújo “como um exemplo da causa da cidadania pela sua vida que constitui uma referência para Terras de Bouro, o Minho e Portugal”.

Autarca próximo das pessoas, elegante e solidário no saber ultrapassar as fronteiras político-partidárias” José Araújo surge como modelo a seguir num tempo em que os “políticos não podem ser uma penhora ou encargo para o país, mas um bem ao seu serviço” — continuou Fernando Moniz.

Parafraseando Joge Sampaio, Fernando Moniz disse que a vida e a obra de José Araújo mostram “que há mais vida para além de Porto e Lisboa, aqui há vida, cultura, saber e referências que são orgulho para todos nós”.

Viriato Capela fez a apresentação da obra de José Araújo que agradeceu emocionado as palavras proferidas quer pelo professor quer pelo Governador civil de Braga.

Antes, elogiou o trabalho de Joaquim Cracel, que ele conheceu quando era um jovem escuteiro cujo agrupamento não tinha onde reunir, destacando a “genica, capacidade e inconformismo” e agradeceu-lhe a “oportunidade de regressar a esta casa e de me sentir bem aqui, convosco”.

Surpreendido pela presença de Fernndo Moniz, José Araújo aproveitou para defender a manutenção dos representantes distritais do Governo: “espero que todos reflictam sobre a importância de um Governador civil num espaço, para ser a pessoa próxima, ouvir os nossos queixumes e alegrias e as poder transmitir a quem está num plano superior e mais longe”.

Depois, José Araújo deliciou a plateia falando das derrotas e vitórias dos terrabourenses no passado como só ele sabe, fundamentando-se em documentação histórica e no trabalho de outros investigadores.

As SCUT's, a Segurança Social e o "aperto"




As SCUT's, a deselegância da Segurança Social com as Juntas de Freguesia e o projecto de orçamento para 2011 foram os grandes temas de mais um programa Debaixo d'Arcada que a rádio Antena Minho emite todas as quintas-feiras às 19 horas.

Nesta conversa participam os mais lídimos representantes da democracia, os presidentes de Junta.
São eles,

António Sousa, presidente da Junta de Freguesia da Sé, eleito pela CDU

Firmino Marques, presidente de S. Vitor, eleito pela Coligação PSD/CDS

João Nogueira, presidente de Gualtar, eleito pelo PS.

O programa é enriquecido com este blogue, onde os nossos leitores ouvintes podem participar, alimentando a interactividade com os nossos comentadores.

No blogue, além de outros assuntos sobre Braga, pode ouvir o programa, se não o pôde escutar à hora em que foi emitido.


http://w3.antena-minho.pt/podcast/20101019155715_120-1.mp3

Wednesday, October 6, 2010

Assembleia Municipal de Braga e austeridade

A impossibilidade dos presidentes de Junta não poderem usar da palavra na Assembleia Municipal de Braga e as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo de José Sócrates são os temas principais desta edição de "Debaixo d'Arcada, um programa da Rádio Antena Minho que é emitido às quintas-feiras, às 19 horas e tem reemissão depois da meia noite.

Nesta conversa participam os mais lídimos representantes da democracia, os presidentes de Junta.
São eles,

António Sousa, presidente da Junta de Freguesia da Sé, eleito pela CDU

Firmino Marques, presidente de S. Vitor, eleito pela Coligação PSD/CDS

João Nogueira, presidente de Gualtar, eleito pelo PS.



Se não pôde ouvir, pode escutar aqui em



http://w3.antena-minho.pt/podcast/20100930201246_662.mp3

Thursday, September 30, 2010

As inundações, tampinhas e Bragahabit

Seja bem vindo a mais um programa “Debaixo d’Arcada”, uma tertúlia sobre as conquistas e as dificuldades do concelho de Braga.

Nesta conversa participam os mais lídimos representantes da democracia, os presidentes de Junta.
São eles,

António Sousa, presidente da Junta de Freguesia da Sé, eleito pela CDU

Firmino Marques, presidente de S. Vitor, eleito pela Coligação PSD/CDS

João Nogueira, presidente de Gualtar, eleito pelo PS.



A partir de hoje, o programa é enriquecido com um blogue, onde os nossos ouvintes podem participar, alimentando a interactividade com os nossos comentadores.

No blogue, além de outros assuntos sobre Braga, pode ouvir o programa, se não o pôde escutar à hora em que emitido.

Agora, se não ouviram, podem ouvir e dizer de vossa justiça.



http://w3.antena-minho.pt/podcast/20100923200435_525.mp3

Monday, September 20, 2010

Debaixo d'Arcada — um programa de rádio interactivo

“Debaixo d’Arcada é um programa da rádio de Braga Antena Minho que é emitido todas as quintas-feiras depois das 19 horas, com retransmissão na primeira hora da madrugada de sexta-feira.

É uma tertúlia sobre as conquistas e as dificuldades, as derrotas e os anseios do concelho de Braga e das suas gentes.

Nesta conversa participam os mais lídimos representantes da democracia, os presidentes de Junta.
São eles,

António Sousa, presidente da Junta de Freguesia da Sé, eleito pela CDU

Firmino Marques, presidente da Junta de Freguesia de S. Vitor, eleito pela Coligação PSD/CDS

João Nogueira, presidente da Junta de Freguesia de Gualtar, eleito pelo PS.



Aos três agradeço a disponibilidade total para animar semanalmente este tertúlia centrada nos problemas e anseios dos eleitores de Braga.

A partir de hoje, o programa é enriquecido com um blogue, onde os nossos ouvintes podem participar, alimentando a interactividade com os nossos comentadores.

No blogue, além de outros assuntos sobre Braga, pode ouvir o programa, se não o pôde escutar à hora em que emitido.

Tudo isto no endereço www.debaixo-da-arcada.blogspot.com

Agora, se não ouviram, podem ouvir e dizer de vossa justiça.

http://w3.antena-minho.pt/podcast/20100918130452_183.mp3

Monday, April 19, 2010

Renascer o Passado: empresa singular de Braga


Renascer o passado é uma empresa bracarense rara e prestigiada em Portugal que se dedica à execução de trabalhos de conservação e restauro do património no Minho e em todo o país.

Uma das obras que falam sobre a capacidade deste empresa é o Teatro Circo, cuja talha e pintura foram por elas restauradas. António Barbosa e Alexandre Barbosa são os rostos desta empresa herdeira de um dos maiores pintores bracarenses.

A empresa está a ampliar as instalações para reforçar as perspectivas de trabalho, sediando-a com escritórios no Centro Histórico de Braga. As oficinas de restauro e pintura e ateliers estão a ser transferidos para um parque empresarial em Frossos, porque grande parte do trabalho é feito no local.

Outro projecto em negociação é a recuperação da “Cidadela de Cascais. Na quinta-feira Santa fomos contactados pela Presidência da República para apresentar a nossa proposta. Vamos ver”.

O pretexto desta conversa para o programa “A empresa & o empresário”, na rádio Antena Minho, às quartas-feiras, foi o restauro da Igreja de Tabuadelo, em Guimarães, inaugurado no Sábado passado.

Alexandre Barbosa, gerente da empresa, numa responsabilidade que partilha com o pai, António Barbosa (filho do grande pintor de arte sacra Alberto Barbosa, de Real, a quem se deve a autoria da imagem da Senhora de Fátima tal como a conhecemos), dá-nos conta dos projectos que a empresa está a desenvolver e que passam por novas instalações para as suas oficinas e ateliers.

No Sábado passado, a empresa pôde mostrar a centenas de pessoas a obra que realizou na Igreja de Tabuadelo, de estilo Rocaille, no que se refere ao restauro e pintura da talha e restauros de pinturas religiosas, especialmente nos tectos, através de três projectos efectuados por Alexandre e António Barbosa.

Na festa dos 50 anos de sacerdócio do padre Isaac, Tabuadelo ficou com novas estruturas retabulares, novos tectos e as pinturas de 15 passos da Via-sacra sobre telas, dispostos ao longo do interior do templo.

Renascer o passado” significa renascer aquilo que “um dia já esteve o apogeu da sua beleza e foi vítima do desleixo humano”.

A empresa vem desde 1900, com Alberto Barbosa, depois com o filho António e agora o neto Alexandre que destaca o “vasto património artístico, tanto religioso como civil ou militar, em palácios e Igrejas e muito dele está abandonado ou desleixado, por razões financeiros e por não aparecer um leque de artistas que avancem com métodos de restauro adequados ao respeito que merece”.

Alexandre Barbosa sustenta que um património mal intervencionado “é um dano irreparável” ou um “crime”.

Nós incidimos todo o trabalho de estruturas, restauros de talha, pintura, douramentos, conservação e restauro de douramentos com limpeza, tratamento dos agentes degradantes como o bicho-da-madeira, conservação das estruturas retabulares, recuperação de pinturas dos séc. XVII e XVIII. Temos também — diz Alexandre Barbosa — um atelier de pintura, com execução de pintura nova, para projectos de pinturas de tectos, mediante desenhos consoante as directrizes de cada obra”.

Com sete artistas a trabalhar, a empresa “Renascer o passado” recorre a subempreitadas de outros para trabalhos que não consegue satisfazer em outras áreas.

Entre estas sub-empreitadas, Alexandre Barbosa recorre mais a artistas entalhadores, estuques, carpintarias, ou douradores especializados.

Encontrar estes artistas vai-se tornando cada vez mais difícil e mais caro, apesar de Braga ter sido uma cidade rica “em arte sacra mas não tanto em artistas de conservação e restauro do património”. Braga insistiu muito na construção de património novo mas “esqueceu-se u m bocado de formar artistas para o restauro”. Algumas casas de restauro sem preparação procederam à eliminação do vínculo do passado e danificaram o património. “Quanto mais elevada é a dificuldade de intervenção, mais difícil encontrar colaboradores de qualidade, especialmente na pintura de século XVII ou XVIII. Essa é uma das nossas riquezas”.

Para alem do Teatro Circo e da Igreja de Tabuadelo, a empresa bracarense conclui o Solar de Lamas, em Vieira do Minho, restaurando os retábulos, com douramentos e marmoreados da época, repetindo a mesma operação no tecto da Capela do Solar. O tecto não possuía nenhuma pintura e foi efectuado um projecto pelos arquitectos.

O Palácio do terreiro, nos Arcos de Valdevez, bem como outros templos foram recuperados pela “Renascer o passado”, mas recentemente esteve envolvida no restauro do Palácio do Freixo, no Porto, com restauro de esculturas em pedra, bastante degradadas.

Neste momento, a empresa tem em desenvolvimento outra “grande obra na Igreja de Nespereira, em Guimarães, que consiste na recuperação de grandes tectos, com pinturas de há cem anos, e de estruturas retabulares”.

Foi agora concluída também a Igreja de Pinheiro, um templo românico vimaranense, com um tecto alusivo ao Divino Salvador.

Está em negociação a possibilidade de vir a “intervir no projecto de recuperação dos Passos em Guimarães” — revela Alexandre Barbosa que não tem relações difíceis com o IGESPAR.

O nosso relacionamento é pacífico nas obras que eles fiscalizam. Existem regras exigidas que não foram feitas para atrapalhar os artistas mas para nãi danificar o património. Há uma metodologia de restauro e conservação que tem de ser respeitada, em nome do património” — acentua Alexandre Barbosa.

Recuperações mal feitas que são atentados ao património têm sido detectados pela empresa bracarense. Os casos que constituem maior atentado ao património acontecem mais com as imagens. Depois da “abertura de janelas em vários pontos da imagem ou da tela para definir se existe pintura anterior, tentamos analisar se existem esses atentados, se isso acontecer (estofo, por exemplo), tentamos recuperar a pintura da época original, removendo toda a pintura que está por cima da pintura original”.


Este jovem licenciado em Ensino Artístico nasceu em Braga em 1975, fez a escola primária em S. Lázaro, no antigo Magistério Primário, depois frequentou a escola André Soares.

Desde pequeno seguia a pintura do pai mas “não estava muito virado para a arte do pai”. No Liceu D. Maria II concluiu os estudos secundários e “aí sim, a partir do nono ano, efectuava trabalhos de desenho e ainda nos dias de hoje continuam a expor alguns trabalhos meus, pois passei a ser o artista da escola”.

Inicialmente, queria ser arquitecto, chegou afazer exames em Lisboa e no Porto mas “acabei por tirar a licenciatura em ensino artístico na Escola Superior de Viana do Castelo”.

Depois, “não desleixei a minha pintura e no último ano de licenciatura já esta a orientar o restauro do Palácio do Terreiro, nos Arcos de Valdevez, em 1999. Foi uma obra de jovens licenciados".

Assume então a responsabilidade da empresa do pai, António Barbosa, que continua a partilhar a gestão da empresa que sente a crise “nos pagamentos” porque em termos de trabalho não há grande competitividade de outras empresas. É uma média de um trabalho de grande restauro por ano. “Estamos a deixar uma marca no pais, a projectar a nossa cidade como Capital Europeia da Cultura, e esperamos continuar a dar um contributo de glória para esta cidade” — conclui Alexandre Barbosa.

Artur Soares: testemunhos da guerra em Moçambique


Com uma expressiva capa de Aurélio Mesquita, a editora Lugar da palavra apresentou ontem, na Biblioteca Lúcio Craveiro, em Braga, a mais recente obra de Artur Soares, com alguns textos publicados no jornal Correio do Minho, no qual colaborou durante quase uma década.

Testemunhos da Guerra do Ultramar” tem como cenário a actividade da Companhia de Caçadores 1571 do Regimento de Tomar, entre 1964 e 1966, no Norte de Moçambique, onde, ao fim de três anos perdeu nove homens e viu 59 dos seus soldados feridos.

Artur Soares era um dos furriéis dessa companhia numa guerra feita “apenas por milicianos” — conforme acentuou na sessão de apresentação da sua obra — e fomentada por aqueles que “não têm filhos para mandar à guerra e protegem da guerra os seus mais chegados”.

Habituada a editar livros de qualidade, a editora Lugar da Palavra encontrou no panoiense Artur Soares o escritor idela para se manter fiel ao seu lema: “dar a conhecer novos autores, numa altura em que o mercado editorial praticamente se fechou a novos talentos e, em vez disso, cada vez mais se abre à lógica do autor-futebolista-actor-de-nove-la-apresentadeiro-telegénico e afins” — como afirmou o seu fundador João Carlos Brito.

Na apresentação do livro, Costa Guimarães começou por Afirmar que estamos perante alguém que “escreve algo que valha a pena ler e fez algo acerca do qual valha a pena escrever”, sustentando que o tema interessa ainda hoje a milhões de portugueses que viram familiares seus morrer, ficar deficientes ou doentes com a Guerra do Ultramar.

Situando o assunto do livro, Costa Guimarães apresentou alguns números sobre a Guerra Colonial em Angola, Guiné e Moçambique: 8 290 mortos nas três frentes de combate.

A grande maioria dos que morreram caiu em combate, e aqui o número mais elevado registou-se em Moçambique (1 481); seguem-se Angola (1 306) e Guiné (1 240).

A acção testemunhada no livro de Artur Soares desenrola-se no Norte de Moçambique, nos anos 1964 a 1966, e ocupa metade do livro. A outra metade do livro é constituída por crónicas publicadas em alguns jornais, grande parte delas no Correio do Minho e que mantêm a Guerra Colonial e o seu fim como fio condutor das ideias.

Costa Guimarães definiu o autor como alguém que “aceita o conselho dos outros, mas nunca desiste da sua própria opinião. Nós sabemos qual é o seu rumo e ele assume-o com ousadia e humildade, partilhando-o com os seus leitores”.
Costa Guimarães desafiou o autor a reescrever e ampliar capítulo “O Galego”, desenvolvendo a história em forma romance, aproveitando outros elementos das outras histórias como a do Manhente e Lança granadas.

O desafio foi feito no fim da apresentação do livro em que Costa Guimarães desafiou os convidados a cantarem uma oração-poema que os soldados de Braga entoavam em Moçambique decalcada numa música tradicional.

De facto, considerou Costa Guimarães, o primeiro capítulo de “Testemunhos da Guerra do Ultramar” possui todos os ingredientes — desde o mistério, ao crime, passando pelas ruralidades (minhota e moçambicana), pela intriga, através da caracterização social e cultural do Minho e da vida em Ditadura, para ser um romance de intensa densidade psicológica.

Por outro lado, justificou o jornalista, seria uma obra oportuna dado que Moçambique asssiste hoje a um movimento de aproximação com Portugal, através do incremento da Língua de Camões como Língua materna entre os mais jovens.


QUEM É ARTUR SOARES?

Depois de lermos “Testemunhos da Guerra do Ultramar”, verificamos que Artur Soares é um daqueles bracarenses que conta a sua história porque a possui, uma vez que muitos outros não contam e outros tantos não têm para contar.

Artur Soares nasceu a 8 de Dezembro de 1943, em Panoias Braga. Começou a trabalhar como empregado de comércio aos 13 anos e fez o 2.º Ciclo – Liceu – como “aluno externo”. Estudou Filosofia, Cristologia e frequentou na Fundação Konrad Adenauer, em Bona – Alemanha, um curso intensivo de Sociologia. Fez o serviço militar obrigatório entre os anos de 1965 e 1968, terminando-o como Segundo Sargento Miliciano e com uma comissão de serviço na guerra colonial de Moçambique.
Aos 26 anos foi correspondente do jornal “O Primeiro de Janeiro” do Porto, em Vila Nova de Famalicão e, iniciou a sua colaboração com “Artigos de Opinião” nos jornais “Notícias de Famalicão”, “Expresso do Centro”, “O Gerezão”, “Correio do Minho”, “O Conquistador” e várias revistas, sem prejuízo da subida na carreira de funcionário público, onde atingiu a chefia de repartição de Finanças, na categoria de Tesoureiro Gerente de 1ª, em Maximinos.

Para ele, ainda hoje se morre na guerra (psicologicamente) lentamente. Na guerra, “a grande avalanche dos mortos são inocentes. Até a maioria dos militares que na guerra participam, não conhecem a totalidade ou todas as razões que levam à existência da guerra” — como escreve na página 52 de “Testemunhos da Guerra no Ultramar”.

Saturday, March 20, 2010

El misterio del amor - Andrea Bocelli

Para um momento de descanso da alma

Tuesday, March 2, 2010

Debaixo d'Arcada: uma tertúlia da rádio de Braga



Debaixo d'Arcada é um programa de debate com a participação de três presidentes de Junta de Freguesia do Concelho de Braga, com moderação de Costa Guimarães, às quintas-feiras, às 19 horas.

São colaboradores residentes deste programa os presidentes de Junta de Gualtar, João Nogueira, eleito pelo PS, da Junta da Sé, António Sousa, eleito pela CDU, e da Junta de S. Vítor, Firmino Marques, eleito pelo PSD.

"Debaixo d'Arcada" é reemitido no mesmo dia, depois da meia noite, e pode ser ouvido no Podcast da Rádio em
www.antena-minho.pt,
onde fica disponível.

Aqui fica o endereço dos últimos programas que pode ouvir


Dia 25 de Fevereiro
http://w3.antena-minho.pt/podcast/20100225203039_992.mp3


dia 18 de Fevereiro
http://w3.antena-minho.pt/podcast/20100218203625_60.mp3

Wednesday, February 10, 2010

Paródia SCBraga

FANTÁSTICO TRABALHO SOBRE O MOMENTO ACTUAL DO FUTEBOL PORTUGUÊS.

Thursday, February 4, 2010

Fernando Moura Machado: um bracarense de ouro

Foi prestado ontem o último adeus ao Bracarense Fernando Moura Machado, com celebração de missa de corpo presente na igreja paroquial de S. Lázaro, às 15,30 horas. Era o fim de uma vida intensa iniciada em 10 de Março de 1917

É imperdoável — explicável só por ingratidão — deixar passar em claro a tristeza que muitos bracarenses sentiram ontem ao despedir-se de Fernando Moura Machado, cuja vida é um hino de dedicação ao desporto e à cidade de Braga que ele amou com toda a alegria discreta mas eficaz.

Já em 1985, toda a sua dedicação e acção em prol do desporto minhoto tinha sido galardoada pela Secretaria de Estado dos Desportos, com a Medalha de Bons Serviços, mas o seu entusiasmo não esmoreceu à sombra desta coroa de louros nem a sobranceria tomou conta da sua forma de estar na vida desportiva, social e política. No mesmo ano, era agraciado pela Federação Portuguesa de Futebol, com a Medalha de ouro.

Como desagradou a tantos na procura de consensos em busca do melhor para o progresso de Braga! Poucos se lembrarão já da sua participação na vida política, quando foi eleito pelo PSD como vereador da Câmara Municipal de Braga, sem se sujeitar a tácticas partidárias quando estas iam contra os interesses da sua terra.

O seu mandato foi marcado pelo combate que travou junto da maioria socialista pela aquisição do Teatro Circo pelo Município. No municipalizado Theatro Circo foi Presidente do Conselho Fiscal até há bem pouco tempo.

Justificou com a sua dedicação à causa pública a Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Braga.
Abandonada a pratica desportiva no seu Futebol Clube de Braga — associação por ele fundada —, após a Juventude dedica-se ao Sporting Clube de Braga, que serviu como dirigente durante várias décadas, em dádiva total, enquanto trabalhava nos CTT.

Começou pela Comissão de Fundos e muito cedo foi descoberto para representar os arsenalistas na direcção da Associação de Futebol de Braga, mas é ao serviço do Sporting de Braga que vive grandes alegrias e os seus problemas, com consequências na sua saúde.

A sua tenacidade em favor do seu clube e da sua Associação (onde foi secretário geral durante duas décadas) fundamentava-se no seu lema expresso numa entrevista que lhe fiz em 1985: “luto por uma causa de que gosto seja ela qual for”.

O Sporting de Braga já tinha consagrado como sócio honorário. Braga deve perpetuar Fernando Moura Machado como um bracarense que viveu toda a sua vida apaixonado pela sua cidade mantendo a rectidão e a honestidade dos Homens que nos fazem curvar de orgulho por termos merecido a sua amizade e respeito.

O Complexo Desportivo da Rodovia ficava bem com o seu nome, bem visível, como foi a sua vida!

Friday, January 15, 2010

Domingos Teixeira: um bracarense singular



Braga despediu-se hoje de um dos seus filhos maiores: Domingos da Silva Teixeira, um homem simples, trabalhador e apaixonado pela sua terra, desde o apoio que sempre deu às associações mais representativas, como o Maikes (de que foi presidente da Direcção e Assembleia Geral), o Corpo Nacional de Escutas (de que era padrinho) ou a Igreja nova (que de foi o principal obreiro).

Foi bom ter Domingos da Silva Teixeira connosco, porque ele deixa os genes nos cinco filhos como lídimos embaixadores destas paixões que foram suas ao longo de mais de oitenta anos de vida.

A melhor homenagem que os fraionenses lhe podem prestar é o compromisso, diante dos seus restos mortais, de que tudo farão para concluir o equipamento da Igreja nova de Santiago de Fraião, enquanto aos mais novos se exige que ressuscitem um dos maiores emblemas da freguesia, o do Maikes.

Aos restantes pede-se um pouco do seu empenho no progresso e desenvolvimento da terra que os viu nascer ou acolheu.

Decorriam os anos 40 do seculo XX, quando Domingos Teixeira iniciou a sua actividade empresarial, com o desmonte de pedra e sua transformação (cubos, cantaria,) e com o fornecimento a obras na região, entre elas, a construção do Estádio 1.º de Maio, em Braga.

Hoje, os cinco filhos são os responsáveis por um verdadeiro império empresarial moderno que honra a classe empresarial bracarense, minhota e portuguesa, voltado para novos negócios e renovadas energias no âmbito do solar fotovoltaico, sendo sua intenção promover, em Portugal, um cluster industrial no sector da energia solar.

Guardo dele a última imagem: ajudado pelo filho, veio cumprir o seu dever de cidadania nas últimas eleições autárquicas da sua terra.
Foi um grande soldado até ao fim. Não aparecia nos jornais mas estava presente a activo.

Fraião perdeu ontem um singular combatente do progresso e desenvolvimento da terra que o viu nascer, onde Domingos da Silva Teixeira investiu o melhor da sua vontade empreendedora, da sua capacidade de decisão, da sua doação a Fraião ao serviço do desporto, da política, da juventude, da cultura e da religião em que acreditava. Que seja um farol para nós.

Monday, January 11, 2010

Somos todos galegos no dia 21


Língua galega é o nome oficial no Reino da Espanha e na União Europeia do idioma natural da Comunidade Autónoma da Galiza. Esta língua é falada na Galiza, em zonas de fronteira das Astúrias e de Castela-Leão e nas comunidades de galegos emigrantes, como na Argentina, Cuba e no Uruguai (porque mais de três milhões de emigrantes galegos moram naqueles países).

O galego pode ser visto como uma forma evoluída do galego-português, como o português da Galiza (da mesma forma que se fala de "português de Portugal" ou "português do Brasil").

O galego-português formou-se a partir do século IX, na antiga província romana da Gallæcia (de que Braga era a capital) e as famílias, as crianças e os jovens da Galiza pedem a solidariedade dos portugueses, com veemência especial dos minhotos, quando preparam uma greve geral nas escolas para protestar contra uma agressão histórica contra uma das fortes componentes da Lusofonia, o galego.

A greve foi convocada pela plataforma Queremos Galego para o dia 21 deste mês para tentar impedir a mis forte agressão contra o idioma próprio da Galiza em toda a vida democrática de Espanha.

Se para os galegos é tão importante envolver todas as pessoas com sensibilidade pela sua cultura, é importante que saibamos ser solidários com eles contra este decreto que não tem o apoio das famílias, nem dos professores nem dos alunos

O decreto ofensivo da Língua galega foi apresentado a meio das férias do Natal pela Junta da Galiza
sob a capa da aprendizagem do inglês, prejudicando nitidamente o galego, numa acção que os linguistas da Galiza consideram uma burla tremenda porque se vende um suposto "trilinguismo" — castelhano, inglês e Galego — que é impossível aplicar em quase toda a Galiza.

Com falácias sobre o inglês o que tentam é confundir a opinião pública e camuflar esta navallada contra o galego — acusam os promotores da greve geral.

O último censo da Galiza assinalava que 20% dos rapazes e raparigas entre 14 e 19 anos são analfabetos funcionais en galego. A Junta, em lugar de ajudar a resolver este gravíssimo problema, aprofunda-o e cria outros novos. Como se pode entender que se proponha como justo reduzir a presença da língua mãe no horário escolar? — perguntam os opositores deste decreto lei que favorece o inglês e despreza o galego.

Em nome da liberdade de escolha e face à imposição unilateral de Núñez Feijóo, as comunidades educativas reclamam que se escute a sua voz, porque o decreto galegófobo não merece mais que a sua rejeição.

No dia 21 de Janeiro, os minhotos não devem esquecer um abraço de solidariedade aos galegos que lutam por um dos seus emblemas mais vivos da sua identidade como povo e baluarte da sua autonomia face à imposição castelhana sob a capa da liberdade. Não apenas por amizade aos galegos, mas porque a Lusofonia está ameaçada e ficará empobrecida na Galiza com este decreto da Junta de Nuñez Feijóo.